9 passos para potencializar a produtividade do milho safrinha

Por Equipe FieldView™

Feb 01, 2021

Para atingir o máximo potencial produtivo da lavoura, não existe fórmula mágica: o produtor precisa adotar boas práticas agrícolas, adequar o seu manejo e incorporar tecnologias de ponta, como a agricultura digital

 

Milho safrinha recém nascido

A safrinha é responsável por 74% de toda a produção do grão no país

 

O milho safrinha tem uma relevância, cada vez maior, para a agricultura brasileira. No ciclo 2020/21, será responsável por 74% de toda a produção do grão no país, estimada em 113,46 milhões de toneladas no período, segundo as previsões da Safras & Mercado.

Somente a safrinha deverá atingir um volume de 84 milhões de toneladas, patamar bem superior às 73,48 milhões de toneladas registradas na safra anterior. 

Mas qual é o motivo desse crescimento de produção? 

Não é aumento de área. Segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a safrinha será plantada, em 2020/21, em 13,75 milhões de hectares, o que corresponde à mesma área cultivada em 2019/20. 

Voltando à pergunta: não existe um motivo, mas um conjunto de fatores que têm propiciado à safrinha registrar o que é o sonho de todo produtor agrícola: aumentar a produção na mesma área cultivada.

Apresentamos, a seguir, 9 dicas para os produtores superarem os desafios do cultivo do milho nessa época do ano e alavancarem a produtividade. Confira ainda como a agricultura digital pode ajudar a maximizar os resultados da lavoura, transformando as safrinhas em “safronas”.

CONFIRA: Quatro dicas para evitar perdas na colheita do milho safrinha

 

O que é o milho safrinha?

Na definição da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), a safrinha é apresentada como o milho de sequeiro cultivado extemporaneamente, de janeiro a abril, quase sempre depois da soja precoce, na região Centro-Sul do Brasil. 

Mas, há cerca de 25 anos, a safrinha praticamente não tinha relevância na produção agrícola brasileira. 

Era atividade arriscada do ponto de vista agronômico, pois era semeada fora da época considerada “normal” por conta, principalmente, das condições climáticas, uma vez que a lavoura, nesse período, é mais sujeita ao déficit hídrico e a temperaturas mais baixas (inclusive geadas), além da menor radiação solar.

Por se tratar de uma exploração de maior risco e incertezas, o produtor se restringia à semeadura e à colheita, muitas vezes utilizando como sementes grãos da segunda geração dos híbridos colhidos na safra de verão. Daí ficou conhecida como “safrinha”.

Produção do milho safrinha

Produção do milho safrinha começou a ganhar espaço a partir da década de 1990

 

Mas houve uma virada! Por trazer maior rentabilidade econômica, a soja tornou-se, aos poucos, a principal cultura de verão no Brasil, principalmente depois do advento da soja RR (Adegas et al. 2010).

Os produtores passaram a focar no cultivo do milho depois da colheita das áreas de soja. Por isso, a safrinha tornou-se a vedete da produção nacional de milho.

Para viabilizar essa mudança, o produtor buscou inovações para superar os desafios de se obter alta produtividade durante a safrinha. Exemplos foram o desenvolvimento da resistência de plantas daninhas, como a buva (Conyza spp.), ao glifosato, aliada à 

Mas não foi por acaso que a safrinha tornou-se a “preferida” do produtor de milho. Ele viabilizou esse modelo de cultivo ao adotar práticas agrícolas adequadas e incorporar tecnologias de ponta. Anote aí as nossas dicas!

CONFIRA: Produtividade do milho safrinha: ainda há espaço para melhorar?

 

1 - Planejamento para obter alta produtividade com o milho safrinha

Além da menor umidade, temperatura e radiação solar, outros fatores podem conspirar contra o potencial produtivo do milho safrinha, como fertilidade do solo, híbrido, plantio, pragas, doenças, daninhas. 

Para não correr o risco de perder rentabilidade, o produtor precisa se preparar para enfrentar esses obstáculos.

O planejamento da safrinha de milho deve ser iniciado quando se planeja a cultura anterior. É quando se deve prever a colheita da cultura antecessora do milho, sempre visando liberar a área o mais cedo possível.

Por conta disso, os produtores usam cultivares de soja mais precoces. Assim, é possível propiciar o estabelecimento da área de milho na época de maior probabilidade de sucesso, considerando as necessidades hídricas e térmicas das plantas.

O ciclo tende a ser mais longo que o milho de verão. Por isso, o uso de híbridos semi-precoces (que expressam potencial produtivo mais rápido) é o mais indicado. 

Assim, o produtor pode encurtar o período no campo, escapando da fase mais crítica de déficit hídrico e luminosidade solar (mais próxima do inverno). A tomada de decisão é crucial para o sucesso da safrinha, pois permite aproveitar melhor a janela de plantio.

Porém,  de acordo com a Embrapa, de maneira geral a escolha dos híbridos depende da época de plantio dentro do período recomendado para a safrinha. O ciclo é uma característica importante a ser considerada na escolha das cultivares. 

O plantio da lavoura no melhor momento e a escolha correta dos híbridos são a base do planejamento do milho safrinha. Todas as demais definições quanto ao manejo da lavoura e nível de investimento a ser adotado estão atrelados a essas decisões.

Mão jogando água no milho para crescer

No estabelecimento da safrinha, o produtor deve estar atento às condições climáticas

 

2 - As condições climáticas podem ter grande influência na safrinha

É importante o produtor acompanhar diariamente as variações do tempo e saber como elas afetam a safrinha. Isso é importante tanto para a escolha de híbridos para a área, como para a adoção das melhores práticas de manejo.  

O milho safrinha tem sua produtividade afetada pelo regime de chuvas e por fortes limitações de radiação solar e temperatura, principalmente na fase final de seu ciclo.

O déficit hídrico é um fator limitante para o desenvolvimento da cultura. Em condições de seca, ocorre uma baixa disponibilidade de água no solo e o gradiente de potencial hídrico no sistema solo-planta-atmosfera é interrompido. 

Assim, a planta entra em período de estresse devido à desidratação das células e tecidos.

A disponibilidade hídrica é um fator decisivo, principalmente, em três estádios do desenvolvimento do milharal: 

  • Início da floração - quando formam-se as flores que darão origem aos grãos;
  • Período de polinização - em que a presença da água é importante para evitar a desidratação do grão de pólen e garantir que a flor seja fecundada; 
  • Enchimento de grãos - o estresse hídrico nesse momento resulta em uma menor produção de carboidratos, que reduz o volume de matéria seca nos grãos.

A luminosidade e a temperatura também impactam a cultura. É que o milho tem maior eficiência no uso da radiação solar e, praticamente, não apresenta saturação por radiação.

Ou seja, não reduz o processo de fotossíntese ao longo do dia, conseguindo manter sua produção de carboidratos em um nível adequado. A temperatura também apresenta grande influência sobre a entrada dessa cultura no período reprodutivo.

O Brasil tem um Zoneamento Agrícola (elaborado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) que fornece informações sobre as épocas de plantio de milho com menores riscos tanto na safra de verão, como na safrinha, e para todo o país.

Essa é uma ferramenta que deve ser sempre consultada pelo agricultor no momento de planejamento da sua safrinha. 

Por conta da influência das condições climáticas para o sucesso do milho safrinha, elas devem ser acompanhadas de perto pelo produtor durante todo o ciclo da cultura. 

Uma saída para o produtor enfrentar as dificuldades do clima no cultivo da safrinha é recorrer a híbridos mais adaptados ao déficit hídrico.

Outra saída para o produtor pode ser a irrigação da lavoura. Mas essa decisão deve ser bem avaliada. Ele deve considerar vários fatores, como:

  • - A quantidade e distribuição da chuva na região;
  • - O efeito da irrigação na produção;
  • - A necessidade de água da cultura; 
  • - A qualidade e disponibilidade de água da fonte. 

Há um período durante o ciclo da cultura em que mais água é consumida diariamente. No caso do milho esse período coincide com o florescimento e enchimento de grãos. 

SAIBA MAIS: Entenda o funcionamento da fertilidade nos solos brasileiros e como ele impacta a saúde das lavouras

 

3 - A definição do híbrido deve ser cuidadosa, levando em conta diferentes aspectos

Para atingir o máximo potencial produtivo da lavoura de milho safrinha, é necessário fazer uma escolha cuidadosa dos híbridos a serem semeados, principalmente considerando ciclo e adaptação a esse período de cultivo. Diferentes fatores devem ser considerados.

O produtor deve levar em conta aspectos como: 

  • Finalidade (grão ou silagem), 
  • Safra (primeira ou segunda), 
  • Época de plantio (cedo, normal ou tardio), 
  • Altitude do local (acima ou abaixo de 700m), 
  • Tipo e fertilidade de solo e clima.

Na maioria das regiões produtoras são utilizados híbridos de alta performance produtiva, mas que são mais exigentes quanto à tecnologia empregada (manejo de adubação, doenças e pragas).

Os híbridos têm maior potencial produtivo e geram plantas mais homogêneas - quanto à altura, tamanho da espiga etc. Para a maioria das regiões produtoras do país, deve-se considerar alguns critérios, independente do período de plantio:

  • Performance produtiva alta adaptada para cada região produtora;
  • Bom arranque inicial;
  • Boa tolerância à deficiência hídrica;
  • Tolerância a doenças frequentes na região;
  • Tolerância à cigarrinha.

Já a época de semeadura é influenciada principalmente pela latitude e altitude da região, bem como pelo tipo de solo e ciclo do híbrido. 

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4 - Cuidado com a população é determinante para o bom desenvolvimento da lavoura 

De nada adianta escolher bem o material se, no momento do plantio, a população semeada não for adequada! É que a densidade de plantas possui grande influência na produtividade da lavoura de milho, que é a gramínea mais sensível à variação na densidade de plantas. 

Esse fator influencia a capacidade do cultivo em captar recursos do ambiente, como água, luz e nutrientes. E para cada sistema de produção, existe uma população que maximiza o rendimento de grãos. 

O patamar ideal, segundo a Embrapa, varia de 30.000 a 90.000 plantas/ha, dependendo das condições hídricas, da fertilidade do solo, do ciclo do híbrido, da época de plantio e do espaçamento. 

Os híbridos modernos são mais tolerantes ao ajuste de população quanto a expressarem o máximo potencial genético. 

Plantio de milho safrinha

Na safrinha, é importante adotar híbridos com alta performance produtiva

 

5 - Posicionamento dos híbridos

Depois de definidos os materiais e a população a ser semeada em cada região da lavoura, é hora de posicionar os híbridos. 

Os melhores resultados de produtividade são obtidos quando o híbrido é adequadamente posicionado e manejado de acordo com as características de cada região da propriedade. 

O material precisa ser o mais adaptado possível para a região ou local para o qual está posicionado, com reflexo direto na produtividade da lavoura.

Milho brotando na lavoura

O produtor precisa usar híbridos adaptados à região

 

6 - Adubação equilibrada do solo propicia maior produtividade na safrinha

Para a obtenção de altas produtividades de híbridos na safrinha, uma adubação equilibrada é fundamental. Confira algumas recomendações: 

  • Adubar a área de acordo com a análise de solo para corrigir a fertilidade da área para o cultivo do milho;
  • Utilizar de adubação nitrogenada no plantio e em coberturas, com menos perdas por lixiviação, principalmente quando se utiliza ureia como fonte;
  • Aplicações de fungicidas foliares para as principais doenças;
  • Aplicações de inseticidas para cigarrinha e lagartas (principalmente para o gênero Spodoptera).

Segundo a Embrapa, toda a estratégia de manejo do solo deve propiciar maior quantidade de água disponível para as plantas. Inclusive a menor pluviosidade do período deve ser considerada na definição da adubação.

Os principais nutrientes demandados pelo milho safrinha são, em sequência: Nitrogênio; Potássio; Cálcio; Magnésio; e Fósforo.

Adotar o sistema de plantio direto, com adequada cobertura da superfície, permite o aumento da infiltração da água no solo e a redução da evaporação, com consequente aumento no teor de água disponível para as plantas. 

Plantadeira de milho na lavoura

A qualidade da semeadura está relacionada ao tipo de dosador de semente e do limitador de profundidade

 

7 - A semeadora de milho pode interferir na qualidade do estande final da lavoura

No estabelecimento da área com milho safrinha, a regulagem da semeadora é um dos principais fatores que interferem no resultado do plantio.

O produtor deve fazer uma inspeção geral nos elementos de corte e de deposição de adubo, engrenagens, correntes de transmissão, discos duplos de corte do carrinho da semente, limitadores de profundidade, compactadores, condutores de adubo e semente e, principalmente, nos seus componentes de distribuição.

E a lubrificação do equipamento deve ser feita no início do plantio e durante todo o período de utilização, de acordo com as orientações do fabricante.

Plantadeira de milho passando na lavoura

A plantadeira de milho deve estar devidamente regulada

 

É importante ajustar devidamente o nivelamento da semeadora, o espaçamento das fileiras, verificar as linhas e regular a taxa de adubo e semente. 

A qualidade da semeadura também está relacionada ao tipo de dosador de semente, do limitador de profundidade e do compactador de sulco. 

Esses mecanismos devem garantir uma boa uniformidade de distribuição e profundidade das sementes ao longo da linha de semeadura, bem como uma boa cobertura e contato do solo com as mesmas.

Mas além do equipamento em si, fatores externos também podem influenciar a operação, como tamanho do trator, tipo de solo, umidade, velocidade de operação e experiência do operador.

Milho plantado sobre palha

Atenção ao espaçamento do plantio do milho

 

SAIBA AINDA: Como a correta regulagem das plantadeiras pode influenciar os resultados da produtividade no campo

 

8 - A produtividade pode ser influenciada pelo espaçamento do plantio

Adequar o arranjo espacial da semeadura na área é uma das mais importantes práticas e técnicas empregadas para a obtenção de altas produtividades na cultura do milho (Almeida et al., 2000), o que também vale para a safrinha. 

Segundo Mais Soja, os diferentes arranjos espaciais, que resultam da combinação do espaçamento entre linhas da cultura e o número de plantas por metro, têm sido discutidos com maior frequência. 

De maneira geral, a melhor distribuição espacial das plantas na área resulta em um fechamento mais rápido dos espaços disponíveis, diminuindo a duração do período crítico de competição das plantas daninhas e a erosão.

Lavoura de milho atacada por praga

Lavoura de milho atacada por praga

 

9 - Manejo Integrado minimiza a perda de produtividade causada por pragas, doenças e daninhas

A adoção de múltiplas estratégias, por meio do Manejo Integrado, pode ser decisiva para controlar o impacto de 3 grandes dores de cabeça do produtor: pragas, doenças e daninhas. 

* Manejo Integrado de Pragas:

Dentre os fatores que contribuem para a queda no rendimento e produção de grãos na cultura da safrinha, as pragas ocupam lugar de destaque. 

Causam perdas desde a fase inicial da cultura, podendo reduzir drasticamente o stand de plantas, afetar a densidade de sementes logo após a semeadura, e causar danos durante toda a fase vegetativa e reprodutiva. 

Cuidado, por exemplo, com o percevejo barriga-verde (D. melacanthus). Na soja, é considerado praga secundária, mas pode se manter na área depois da colheita da oleaginosa, afetando gravemente a safrinha, especialmente em seus estádios iniciais.

É importante usar estratégias como monitoramento constante da área, tratamento de sementes e adoção de novas tecnologias e o controle biológico. O controle químico também deve ser utilizado, mas tomando cuidado com a seleção de resistência a defensivos.

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* Manejo Integrado de Doenças:

As principais medidas recomendadas para o manejo de doenças na safrinha são:

  • Uso de cultivares resistentes; 
  • Realização do plantio em época adequada, de modo a se evitar que os períodos críticos para a cultura não coincidam com condições ambientais favoráveis à doença; 
  • Utilização de sementes de boa qualidade e tratadas com fungicidas;
  • Adoção da rotação com culturas não suscetíveis e rotação de cultivares;  
  • População de plantas adequada;
  • Colheita na época correta. 

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* Manejo Integrado de Daninhas:

Embora o milho seja considerado como cultura de boa capacidade de matocompetição, com rápido sombreamento da superfície do solo, a interferência negativa de daninhas é responsável por perdas consideráveis no rendimento de grãos se nenhuma ação de controle for utilizada. 

O produtor precisa estar atento à adoção de estratégias como uso de culturas de cobertura do solo; controle mecânico; uso de híbridos de alta germinação; e aperfeiçoamento do arranjo espacial da semeadura.

Plantio de milho com a agricultura digital

Na busca por maximizar a produtividade do milho safrinha, a agricultura digital pode ser aliada decisiva do produtor

 

Ferramentas digitais ajudam o produtor a potencializar os resultados do milho safrinha

Sempre é possível aperfeiçoar o manejo e incorporar novas tecnologias a fim de se aproximar a safrinha ao teto do potencial produtivo da cultura

Na busca por maximizar a produtividade da lavoura, a agricultura digital pode ser uma aliada decisiva do produtor, especialmente na fase de estabelecimento do cultivo. 

A tecnologia pode contribuir já no planejamento da safra. Esse é o primeiro momento que o agricultor precisa tomar decisões que vão resultar em uma boa  performance da lavoura ao longo de todo o ciclo.

Imagem de satélito do mapa de produtividade de milho

Mapa de Produtividade de uma lavoura de milho, gerado em 2019

 

  • Definição dos melhores híbridos

Para definir os melhores híbridos para cada talhão da propriedade, que tal fazer testes utilizando as ferramentas digitais

O produtor pode utilizar diferentes funcionalidades da plataforma Climate FieldView™, da Bayer. O primeiro passo é registrar, por meio de marcações georreferenciadas, as áreas onde cada material foi plantado na lavoura. 

Depois é possível criar uma camada manual de plantio, registrando data, materiais e população de híbridos.

Com as funcionalidades do Diagnóstico FieldView™, o agricultor pode acompanhar a evolução do material por meio de imagens de satélite. Assim, tem um indicativo de quais materiais foram mais ou menos produtivos para cada um dos talhões.

Mas a confirmação da produtividade desses híbridos ocorre no momento em que o produtor vai colher a área. Com o dispositivo FieldView™ Drive, é possível registar dados dos talhões do teste sem a necessidade de colhê-los separadamente.

Dessa forma, o sistema pode gerar Mapas de Produtividade e relatórios específicos das áreas ocupadas por esses híbridos, permitindo analisar a performance de cada material testado, e em cada região da propriedade.

Imagem de satélite da plantação de milho

Exemplo de ensaio de híbridos com o apoio da plataforma Climate FieldViewTM

 

  • Armazenamento de dados históricos

A plataforma armazena dados de plantio, pulverização, colheita e solo, permitindo ao produtor correlacionar  fator impactou nos resultados dos últimos ciclos, o que permite, por exemplo, identificar a  presença de manchas persistentes na lavoura. 

A partir dessa análise , o produtor tem condições de tomar decisões assertivas no estabelecimento da lavoura em diferentes aspectos, priorização de visitas durante o monitoramento da lavoura, correção de solo etc.

Além disso, o produtor pode usar de imagens históricas do Diagnóstico FieldView™para fazer o melhor posicionamento possível de híbridos na área.

Imagem do Diagnóstico FieldView de uma área ocupada por milho

Imagem do Diagnóstico FieldViewTM  de uma área ocupada por milho

 

  • Análise de solo

Já acessando pelo Diagnóstico FieldView™ imagens de satélite atuais e históricas, é possível identificar a presença de zonas com baixa biomassa – o que pode indicar a deficiência de algum nutriente.

Com o apoio de marcações de monitoramento georreferenciadas, pode-se determinar onde a coleta para a análise de solo deve ser feita.

Imagem de satélite do mapa de prescrições

Mapa de Prescrições

 

  • Aplicação customizada de fertilizantes

Outro desafio do produtor é utilizar fertilizantes de forma homogênea e sem critérios, o que gera ineficiência e desperdício. 

O produtor pode, com a ajuda das imagens históricas Diagnóstico FieldView™ e de Mapas de Produtividade, determinar, por meio das Prescrições Manuais de Fertilizantes, quais são as distintas zonas de manejo dentro do área e gerar prescrições de taxa variável para a área.

Assim, é possível aplicar fertilizantes de modo customizado em cada região do talhão. 

Mapa de prescrições de plantio

Mapa de Prescrições de Plantio

 

  • Prescrições Manuais de Sementes

Com o FieldView™, também é possível otimizar o plantio dos híbridos em cada região do talhão. Ao gerar prescrições de taxa variável de sementes, o produtor consegue alocar os materiais de acordo com a variabilidade de solo de cada parte do talhão. 

Mapa digital de um radar meteorológico

Mapa do Radar Meteorológico

 

  • Informações sobre as condições climáticas

Na gestão do milho safrinha, a utilização de dados sobre o clima é crucial. A plataforma FieldView™ disponibiliza a funcionalidade Radar Meteorológico.

Ela mostra a previsão de chuvas das próximas 4 horas, bem como traz o acumulado das últimas 24 horas, possibilitando ao agricultor que ele entenda se a data escolhida para o plantio é a ideal para um arranque inicial de sucesso de sua lavoura.

 

Imagem de satélite do mapa de velocidade de plantio de milho

Mapa de Velocidade de Plantio de milho

 

  • Velocidade de operação

Durante o plantio, a qualidade da operação da semeadora é fundamental para o estabelecimento da lavoura. 

Como FieldView™ Drive registra detalhes da operação, gera Mapas de Velocidade em alta resolução. Basta comparar esse mapa com o Mapa de População para verificar se a velocidade da máquina está adequada, permitindo ao produtor fazer ajustes durante o próprio plantio.

 

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