Quatro dicas para evitar perdas na colheita do milho safrinha

Por Equipe FieldView™

Jun 08, 2020

A atenção a alguns pontos ajuda o produtor a evitar perdas econômicas na cultura

Milho pronto para a colheita

A queda de espigas de milho, as perdas de grãos e o “embuchamento” da colheitadeira por plantas daninhas são desafios comuns enfrentados por produtores brasileiros durante a colheita do milho safrinha e, também, do milho verão. O planejamento do processo, que inclui a calibragem das colheitadeiras e plataformas, associado ao manejo de plantas daninhas durante a safra, e, ainda, a avaliação visual prévia da área ajudam a evitar perdas significativas no rendimento da cultura. 

De acordo com o engenheiro agrônomo Felipe Stefaroli, da área de Desenvolvimento de Mercado em Proteção de Cultivos para Herbicidas, na Bayer, os problemas da colheita podem ser evitados antes mesmo do cultivo da cultura. Para Felipe, a colheita é o sucesso da integração de uma série de atividades na lavoura que deve começar pelo preparo das áreas, a escolha dos híbridos, depois, o tipo de adubação, o cuidado com o processo de plantio, o monitoramento do desenvolvimento vegetativo das plantas e o como é feito o manejo integrado de pragas

O engenheiro agrônomo exemplifica que, caso haja falha em alguma das etapas, ela resultará em dificuldades na colheita. “Se houver um erro na distribuição de sementes durante o plantio e a população de híbridos for maior em uma determinada área, essas plantas de milho competirão por água, nutrientes e luz. Isto resultará em plantas com o desenvolvimento desigual, ou seja, em linhas de tamanhos diferentes. Neste caso, a máquina pode não conseguir colher as espigas destas plantas devido à regulagem de altura da plataforma estabelecida para a colheita”, explica. 

Para o momento da colheita do milho safrinha, Felipe Stefaroli destaca 4 aspectos importantes para evitar perdas e obter produtividade:

Áreas limpas

A "limpeza" das áreas, ou seja, a presença, ou não, de plantas daninhas na lavoura impactam o trabalho das colheitadeiras. Por essa razão, é importante que o produtor tenha seguido as recomendações do manejo de herbicidas para manter as áreas limpas. A incidência de plantas daninhas costuma ser menor na safrinha do milho devido ao baixo volume de chuvas durante esta época do ano: “Embora a ocorrência de plantas daninhas possa ser menor na segunda safra quando comparada à safra verão do milho, as recomendações do manejo de herbicidas não devem ser desconsideradas”, aconselha Felipe.  A presença de cipós prejudica o trabalho das máquinas, causando o “embuchamento” das colheitadeiras.

Outro prejuízo que pode acontecer com relação à presença de plantas daninhas no campo é o aumento da umidade na lavoura, o que diminui a velocidade das máquinas durante a colheita e ainda impacta o colmo das plantas, que podem quebrar durante a operação, ocasionando espigas soltas na lavoura. “Os resíduos que podem ficar junto à produção na armazenagem também afetam a qualidade do produto na entrega dos grãos”, lembra Felipe.

Perdas mecânicas

De acordo com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), as perdas mecânicas da colheita, ou seja, os grãos ou espigas de milho que caem no solo durante o processo de colheita, podem germinar, tornar-se plantas voluntárias e reduzir em até 50% a produtividade da cultura sucessora, já que as plantas competirão em um mesmo espaço por água e nutrientes. Para evitar esse tipo de problema, o produtor deve estar atento à regulagem das máquinas.

Patrícia Dias, engenheira agrônoma e uma das responsáveis técnicas na Sementes Vitória, em Rio Verde (GO), explica que, para colher os 1.200 hectares de milho safrinha produzidos este ano, é feita uma calibragem criteriosa nas colheitadeiras que vão ao campo. “Além de uma regulagem inicial na colheitadeira, os operadores fazem um ajuste na plataforma a cada área de acordo com o híbrido plantado”, conta Patrícia. 

Felipe Stefaroli complementa: “Quando há a presença de grãos de milho em algumas áreas, caso as plantas emerjam, ainda é possível que o produtor consiga fazer o controle por meio da aplicação de herbicidas pós-emergentes, no entanto, no caso de espigas, as plantas podem germinar em fases diferentes (vários fluxos), e por esta razão, é imprescindível que haja atenção à regulagem das máquinas”, destaca.

Velocidade das máquinas

Segundo a Embrapa, a velocidade recomendada para a atividade da máquina durante a colheita do milho deve ser de 4 km/h, no máximo 6 km/h, isto considerando que os níveis toleráveis de perdas são de 1,5 sacos/ha. “Nós monitoramos todo o processo de colheita e em tempo real por meio do uso de plataformas de agricultura digital, no nosso caso, o  FieldView™, e conseguimos saber se os operadores estão colhendo na velocidade certa”, conta Patrícia Dias. “Quando a colheitadeira passa de 6 km/h, sabemos que pode haver a quebra dos grãos, por isso, nos preocupamos em acompanhar o trabalho”, acrescenta a agrônoma.

Agricultura 4.0

A agricultura 4.0 é o braço direito do produtor para que ele alcance maiores tetos produtivos em sua lavoura. “Por meio dos mapas do FieldView™, é possível fazer estimativas de produtividade por talhão, além de analisar o desempenho de diferentes híbridos após a colheita”, indica Stefaroli. Os relatórios gerados pelo Fieldview™ permitem que o produtor identifique quais técnicas produtivas e híbridos geraram um melhor resultado econômico na safra. 

“Quando colhemos a safra atual, já sabemos quais híbridos plantaremos na safrinha do milho no próximo ano e quais pontos teremos que ter atenção graças às marcações georreferenciadas do Fieldview™ indicados em algumas áreas por nossos operadores”, explica a agrônoma Patrícia. “Nossos gerentes operacionais conseguem saber quando a máquina precisa de ajuste durante a colheita. Se há alguma falha, as cores indicam atenção e, imediatamente, o operador para a colheitadeira e faz a correção na regulagem”, relata. 

SEMENTES VITÓRIA

Avaliação de manchas de produtividade em uma das glebas da produção de milho safrinha da Sementes Vitória, Rio Verde (GO). O mapa indica onde há maior produtividade (área cor verde) e menor produtividade (área cor vermelha). A análise foi colocada para discussão no fechamento da safrinha 2019.

“Com a ferramenta, conseguimos verificar quais são as zonas de alta e baixa produtividade, cruzamos os resultados com os mapas e verificamos o desempenho do milho que plantamos. Se há manchas nos mapas, fazemos a correção necessária para as próximas safras. No caso de plantas daninhas, por exemplo, observamos que, com o manejo adequado, ano a ano diminuímos a incidência do problema. Na safrinha, praticamente, este tipo de problema não interfere em nosso resultado da produtividade”, conclui Patrícia.

Saiba mais em: como saber se o milho está pronto para colheita https://blog.climatefieldview.com.br/como-saber-se-o-milho-est%C3%A1-pronto-para-a-colheita

 

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