Como a correta regulagem das plantadeiras pode influenciar os resultados da produtividade no campo

Por Equipe FieldView™

Jul 27, 2020

A melhor resposta de desenvolvimento das plantas na lavoura vai além dos investimentos em insumos de qualidade e em tecnologias. A regulagem do maquinário antes do plantio influencia diretamente os resultados de produtividade

Manutenção Editfoto Alf Ribeiro

No Rio Grande do Sul, os produtores já deram início aos preparativos do plantio da safra de milho verão. Muitos deles trabalham nas correções de solo e na dessecação das plantas de cobertura para cultivar as principais safras do ano. Em outras regiões brasileiras produtoras de grãos, os agricultores também manejam o solo para semear a soja e fazer o vazio sanitário. Neste período de entressafra, algumas práticas são importantes para assegurar que o plantio funcione como o esperado. Por essa razão, alguns produtores dão dicas de como evitar dores de cabeça durante essa atividade tão importante para o arranque inicial e, posteriormente, junto aos demais tratos culturais, o correto desenvolvimento das plantas.

Ajustes feitos pelo time técnico de plantio

Eduardo de Bortoli, produtor de Cruz Alta (RS), campeão em produtividade de soja em 2019 pelo Desafio de Máxima Produtividade de Soja, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB) e referência na adoção de tecnologias da agricultura digital em sua região, cultivará uma área de 8,5 mil hectares, destes, 1.050 hectares serão destinados ao milho; e 7.450 hectares, à oleaginosa. O produtor conta que acompanha com a sua equipe todas as revisões dos conjuntos de tratores e semeadoras que serão utilizados na lavoura. Durante a entressafra, de acordo com o produtor gaúcho, todas as peças com desgaste, elementos de corte e deposição de adubo, engrenagens, correntes de transmissão, limitadores de profundidade, compactadores, condutores de adubo e sementes são substituídos e/ou readequados caso estejam desgastados. 

“Outro fator que acho de suma importância é o treinamento de todos operadores e colaboradores envolvidos na operação do plantio para que todos estejam cientes e preparados para os desafios que enfrentarão durante a semeadura”, destaca o produtor. “A entressafra funciona como os dias de treino da Fórmula 1, você treina, treina e se prepara para a corrida. No dia da prova, você deve estar preparado para os possíveis ajustes. O nosso time é como o de mecânicos da Fórmula 1 que faz a manutenção constante dos carros também durante a prova”, ilustra Eduardo. De acordo com o produtor, as semeadoras devem ser reguladas também todos os dias do plantio. “Conforme muda o talhão, muda a textura do solo, cada área tem suas características e é preciso regular o implemento e o trator para que trabalhem naquele tipo de solo”, completa. “Nosso time precisa estar preparado para isso”, acrescenta. 

Para que o time técnico entenda a importância dos ajustes, Eduardo, que é engenheiro agrônomo e responsável nessa área pela fazenda, realiza reuniões de capacitação e mostra, por meio de números, como as regulagens bem feitas resultam em produtividade para a sua lavoura. “Eu apresento as tecnologias embarcadas nas máquinas, mostro todo o funcionamento dos sistemas de distribuição e indico a melhor faixa de trabalho (velocidade x distribuição) dos tratores e das plantadeiras enfatizando os números de todos os trabalhos que realizamos a campo”. 

“Estes treinamentos têm nos ajudado muito no comprometimento e qualidade final do trabalho entregue por nossa equipe de plantio. Safra a safra, notamos que a adoção de práticas de prevenção oferece um melhor desempenho às máquinas no campo e isto, obviamente, resulta em bons resultados”, comenta satisfeito Eduardo.

Ajustes feitos pelo próprio produtor

Guiverson Bueno, mato-grossense de 22 anos, plantará 480 hectares de soja em sua área em Lucas do Rio Verde (MT). O jovem produtor, assim como Eduardo Bortoli, é adepto a plataformas da agricultura digital como o Fieldview™. “Um olhar mais cauteloso ao maquinário é tão importante quanto aderir às tecnologias”, avalia Guiverson. O produtor destaca os cuidados primordiais que toma no pré-plantio, a começar pela avaliação dos discos da plantadeira. “Se eles estiverem gastos, não adianta fazer pressão na mola que comprime esse disco, ele não vai conseguir cortar o solo e a engenharia que abre o sulco atrás da plantadeira não vai conseguir colocar a semente na profundidade ideal”, afirma Guiverson. “É necessário, também, verificar a integridade das mangueiras das plantadeiras à vácuo para que a pressão seja mantida dentro delas, é bom observar ainda se elas estão funcionando da maneira correta”, lembra. 

O produtor destaca ainda a importância da avaliação dos sensores de plantio. “Para os produtores que tiverem sensores em seus implementos, é necessário testá-los independente do modelo. Isso é importante para que haja uma leitura adequada dos dados durante a operação”, enfatiza. “Quem utiliza botinhas sulcadoras lembrar que elas são apenas para afrouxar o solo logo atrás do disco de corte para favorecer o desenvolvimento da raiz da planta. Conheço alguns produtores que as utilizam para mexer o solo e essa não é a função real deste equipamento”, alerta Guiverson. 

Usar os discos ideais de plantio para cada tamanho da semente também é um ponto de destaque para o produtor. “Cada cultura oferece um tamanho diferente de semente, por esta razão, devemos ter atenção com a peneira. Além do disco de sementes, é preciso olhar também o dosador, ou quebra-dupla, que fica logo acima do disco. Ele evita a colocação de duas sementes juntas na linha, isso causaria uma dupla, ou seja, plantas concorrendo em um mesmo espaço e falhas”, lembra. 

Outro detalhe importante, segundo Guiverson, é um ponto de atenção aos produtores que utilizam fertilizantes na linha de plantio. “Se a rosca sem fim estiver muito gasta, é preciso trocá-la, porque é uma peça primordial na determinação do volume de insumo na linha”, encerra Guiverson.

Você viu por aqui, por meio da experiência de alguns produtores, que a regulagem das plantadeiras é importante e pode afetar a produtividade das lavouras. Um equipamento regulado ajuda a promover o desenvolvimento adequado das plantas de soja e/ou milho, a começar pela germinação e, consequentemente, o desenvolvimento vegetativo.

“Fatores como a calibração da distribuição de sementes e fertilizantes e suas respectivas profundidades, escolha correta dos discos e anéis, velocidade de trabalho devem ser acompanhadas diariamente pelo responsável técnico e readequadas quando necessário”, reforça Eduardo de Bortoli.

A agricultura digital no pré-plantio

Além das recomendações de limpeza, inspeção do maquinário, troca e ajustes, a adequação da taxa variável de sementes e fertilizantes no plantio pode facilitar o manejo e o gerenciamento dos produtores. Por meio da utilização de funcionalidades como as Prescrições Manuais do FieldView™, da plataforma de agricultura digital da Bayer, os produtores têm a possibilidade de determinar, por meio de mapas gerados via satélite, a taxa de insumos que aplicarão em diferentes talhões de suas áreas. O produtor pode acrescentar manualmente o planejamento de onde fará o plantio e qual a população de sementes deverá ser colocada ali naquele determinado espaço. O mesmo pode acontecer para fertilizantes. Esses mapas ainda podem ser importados para as máquinas para orientar os operadores durante essa etapa produtiva.

Saiba mais em Como a taxa variável revolucionou o conceito da aplicação de insumos nas lavouras brasileiras

Durante o plantio, com o uso do FieldView Drive e do aplicativo Fieldview Cab, o operador, que já terá em mãos o mapa com o planejamento da atividade, poderá acompanhar a velocidade do trator e o trabalho da plantadeira e, se necessário, fazer correções em tempo real. A rota do maquinário junto ao implemento serão registrados durante toda a atividade. A plataforma registrará a velocidade, a população de sementes (e fertilizantes) colocada linha a linha nos talhões, lembrando que ele deve seguir a taxa recomendada anteriormente nas prescrições. 

Caso note que algo saiu errado, poderá corrigir imediatamente, ou no final do dia, ao consultar o mapa gerado pela operação, podendo checar se houve alguma irregularidade. Caso o registro identifique algo fora do padrão, será possível fazer correções sem esperar o final da safra, quando, geralmente, descobre que houve um erro na distribuição dos insumos. Essa facilidade contribui com a minimização dos riscos, ou seja, reduz as perdas de recursos, tempo e, principalmente, exclui a necessidade de fazer um replantio.

“A execução é o momento da verdade em que implementamos tudo o que foi planejado anteriormente. Fatores de extrema importância são monitorados atentamente e, consequentemente, definirão o sucesso da safra que se inicia. Há pelo menos 4 safras, nenhuma decisão na fazenda é tomada sem consultar dados, especialmente a compra de insumos. Ferramentas como o FieldView™ são o futuro do nosso negócio, pois, além de facilitar o planejamento, nos ajuda a tomar decisões com base em números”, encerra de Bortoli.

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