Preparo de solo para plantio: passo a passo para garantir uma base sólida para as culturas

Por Equipe FieldView™ em 04/08/2023 10:17:21

As ferramentas digitais ajudam o produtor a preparar o solo com mais eficiência e precisão, contribuindo para os cuidados necessários para facilitar esse processo.

Um trator passando sobre um plantio de mix de cobertura Plantio de Trigo sobre Mix de Cobertura - Sementes Aurora RS - Créditos fotografia - Eduardo Debortoli 

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preparo de solo para plantio consiste na adoção de diferentes práticas agrícolas antes do início da semeadura. Seu objetivo é melhorar os aspectos físicos, químicos e biológicos do solo. Dessa forma, é possível preservar a estrutura do terreno e garantir o desenvolvimento inicial da lavoura. 

Para atingir esses objetivos, o produtor deve escolher as técnicas e tipos de preparo de solo adequados para a área de plantio. O plantio direto e a aragem do terreno, por exemplo, são práticas conservacionistas indicadas durante essa etapa.

Para melhorar seus resultados, o produtor ainda pode investir na análise do solo, rotação de culturas e no uso de ferramentas digitais, entre outras dicas.

Boa leitura!

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O sucesso da safra começa muito antes do início do plantio da lavoura. Afinal, é na etapa de preparo de solo que o produtor adota as práticas necessárias para melhorar as condições do terreno para o plantio. 

Dessa forma, é possível proteger a plantação de infestações, assegurar o bom estabelecimento da plantação, entre outras vantagens. Apesar da sua importância, essa etapa não é feita da forma correta por muitos produtores. 

Pensando nisso, neste artigo, explicaremos as técnicas e práticas de preparo do solo para plantio, além de dicas para obter bons resultados com esse processo.

O que é o preparo de solo para plantio?

O preparo de solo consiste em uma série de práticas que devem ser aplicadas antes do início da fase da semeadura, ou seja, do plantio da cultura agrícola.

Ao aplicar essas práticas, o produtor pode melhorar as características físicas, biológicas e químicas do solo.

Como resultado, o solo adquire condições ideais para o crescimento e desenvolvimento saudável da cultura, bem como para a melhoria dos melhores resultados na safra e ao longo do tempo.

Qual a importância de fazer o preparo de solo para plantio?

O preparo de solo é considerado uma etapa indispensável para garantir a melhoria da estrutura do solo, influenciando no estabelecimento da lavoura, o rendimento da colheita e a sustentabilidade da produção agrícola. 

Afinal, a aplicação de técnicas de preparo do solo permite o ajuste e a recuperação das características do solo, criando condições favoráveis para o desenvolvimento inicial da cultura

Esse processo é realizado por meio de práticas que asseguram o controle de pragas e ervas daninhas, o fornecimento de nutrientes, a melhora da drenagem e a descompactação do solo, entre outras vantagens.

Em outras palavras, melhorar os atributos do solo é fundamental para a agricultura sustentável e produtiva. Por outro lado, negligenciar essa etapa pode colocar em risco o desenvolvimento da lavoura e a rentabilidade da colheita.

Veja também: 8 Tecnologias e ferramentas para realizar o plantio inteligente

Quais os tipos de preparo de solo para plantio?

O preparo do solo para plantio pode ser feito de quatro maneiras diferentes. Conheça cada um desses métodos abaixo e entenda em quais situações eles podem ser utilizados.

Um trator preparando o solo para plantio Trator preparando o solo para plantio - Foto Eduardo Ames - Agrícola Ames - Horizontina RS 

Plantio Direto

Este tipo de preparo está relacionado às técnicas de manejo do Sistema de Plantio Direto (SPD). Por isso, além de adicionar a semente e o fertilizante diretamente no solo, o produtor também deve adotar outras práticas conservacionistas. 

Por exemplo, rotação de culturas, ausência ou mínimo revolvimento do solo e cobertura com palhada. Ao adotar esse tipo de preparo, o produtor melhora a fertilidade do solo, protege o terreno contra a erosão, favorece o controle de pragas e plantas daninhas, entre outras vantagens.

Plantio semidireto

O plantio semidireto é muito parecido com o tipo de preparo anterior. A diferença entre eles é que, na semeadura semidireta, os resíduos vegetais são retirados do terreno. 

Mesmo assim, as práticas associadas a esse tipo de preparo também reduzem os impactos da atividade agrícola no ecossistema e diminui os custos de produção.

Cultivo Mínimo

O cultivo mínimo é um tipo de preparo que envolve uma mobilização mínima do solo. Ou seja, ao contrário dos sistemas anteriores, o produtor pode revolver o terreno. 

O processo pode ser feito com a passagem de grade leve ou arado escarificador, por exemplo. Dessa forma, é possível romper a camada adensada do solo e até controlar algumas plantas daninhas. 

No entanto, o cultivo mínimo é indicado apenas para locais em que não há registro de pragas no solo, terreno pouco compactado ou locais que enfrentam poucos problemas com barreiras químicas. 

Preparo Convencional

O preparo convencional do solo exige que o produtor utilize implementos agrícolas, como arado e grade, no terreno. O objetivo é reduzir a compactação do terreno e elevar sua porosidade e capacidade de infiltração de água. 

O uso desses implementos também pode favorecer a incorporação de corretivos e fertilizantes ao solo. No entanto, essa prática aumenta o risco de erosão, reduz a presença de matéria orgânica e aumenta os custos de produção. 

Quais as principais técnicas utilizadas para o preparo do solo? 

Um vasto plantio de trigo Plantio de Trigo sobre Mix de Cobertura - Sementes Aurora RS - Créditos fotografia - Eduardo Debortoli 

Dependendo do tipo de preparo de solo utilizado, pode ser necessário realizar algumas técnicas específicas. Entenda a diferença entre elas a seguir.

Aração

A aração é uma técnica que consiste no uso de arados ou grades para revolver as camadas do solo. Dessa forma, é possível misturar o terreno, ou seja, trazer as camadas mais profundas do solo para a superfície.  

Esse processo melhora a aeração e a descompactação do terreno e contribui para a incorporação de matéria orgânica e restos culturais. Além disso, a aração também ajuda a controlar plantas daninhas, interrompendo o crescimento e enterrando suas sementes. 

Escarificação

A escarificação é uma técnica semelhante à aração, mas menos agressiva em comparação a aração. Ela consiste no uso de um escarificador mecânico ou implementos semelhantes para fazer sulcos ou cortes superficiais no solo. 

Como resultado, as camadas do solo compactado são rompidas de forma mais suave, sem revolver completamente o terreno. Assim, é possível melhorar a infiltração de água e aeração, aumentar a cobertura do solo com restos culturais e reduzir os gastos com combustível. 

Subsolagem

A subsolagem é uma técnica utilizada para romper camadas compactadas mais profundas no solo, abaixo dos 30 cm da superfície. 

Para isso, o produtor precisa utilizar uma subsoladora, um implemento agrícola específico que conta com hastes maiores e mais longas do que os escarificadores mecânicos. 

Dessa forma, é possível abrir sulcos profundos sem revolver o solo, melhorando a drenagem, aeração e penetração das raízes em camadas mais profundas do terreno. 

No entanto, como a subsolagem consome mais energia e deixa a terra bastante irregular, ela é indicada apenas para locais em que a camada superficial do solo impede o fluxo de água ou o desenvolvimento das raízes.

Gradagem

A gradagem é uma técnica utilizada para nivelar o terreno após a finalização da aração e da subsolagem, que deixam o solo irregular. 

Para realizá-la, o agricultor deve utilizar implementos com grades de discos ou de dentes para quebrar os torrões e criar uma superfície mais uniforme, preparando o solo para o plantio. 

Vale lembrar que a gradagem não é mais uma técnica tão utilizada, já que a adoção de sistemas como o plantio direto dispensam o revolvimento do solo. 

7 dicas para um bom preparo de solo para plantio

Um solo preparado para receber um plantio Solo preparado para fazer uma plantação - Fotos Eduardo Ames - Agrícola Ames - Horizontina RS

Preparar o solo da forma adequada é essencial para garantir o alto rendimento da safra. Para isso, além de definir as técnicas e práticas que serão utilizadas na lavoura, o produtor precisa seguir algumas dicas para otimizar esse processo.

Confira abaixo 7 dicas para melhorar o preparo do solo e maximizar a produção agrícola. 

1. Corrija a topografia do terreno

A declividade do terreno pode dificultar o processo e o sucesso da semeadura. Afinal, esses locais são mais suscetíveis a erosão e problemas com enxurradas. 

Por isso, é fundamental investir no nivelamento do terreno para aumentar a estabilidade da estrutura do solo e melhorar a distribuição de água no local.

2. Invista na análise do solo

análise de solo é fundamental para identificar e entender as características do terreno, como pH, textura e nutrientes presentes

Ou seja, essa análise fornece um diagnóstico preciso. Como resultado, é possível determinar as necessidades do terreno e definir estratégias para melhorar sua estrutura e fertilidade.

3. Faça a correção do pH solo

O resultado da análise do solo pode indicar que o pH da área de plantio é inadequado para a cultura que o produtor deseja cultivar, prejudicando o desenvolvimento da lavoura. 

Para evitar esse problema, é fundamental fazer a correção do pH. Para isso, o produtor pode investir na calagem do terreno, que consiste no uso de calcário. 

Vale lembrar que a quantidade de calcário usado nesse processo deve ser baseada na análise do solo e orientada por um agrônomo. Caso essa correção seja feita de forma incorreta, poderá prejudicar o desenvolvimento da plantação. 

4. Aplique os fertilizantes necessários

Os resultados da análise de solo podem indicar a deficiência de alguns nutrientes fundamentais para o desenvolvimento da lavoura, como o nitrogênio, o fósforo e o potássio. 

Por isso, é importante utilizar esses dados para adicionar fertilizantes e adubo no terreno, prática que contribuirão para a melhoria da estrutura do solo e o crescimento saudável das plantas. 

5. Tenha cuidado com o processo de revolvimento do solo

Conforme explicado, o plantio direto utiliza práticas conservacionistas que melhoram a estrutura e fertilidade do solo. O produtor que adota esse sistema não deve fazer o revolvimento do solo ou, se necessário, reduzir o seu uso ao mínimo possível. 

Por isso, o agricultor que investe no preparo do solo por plantio direto não deve investir em técnicas como subsolagem e gradagem. 

Caso seja necessário revolver o solo, o ideal é fazer apenas uma aração ou escarificação. Mesmo assim, é necessário monitorar o processo e evitar o uso dessas técnicas para evitar problemas que prejudiquem a estrutura do solo a longo prazo. 

6. Faça a rotação de culturas

A rotação de culturas é mais uma prática associada ao plantio direto. Ela consiste no plantio alternado de espécies para evitar o evitar o esgotamento de nutrientes do solo e para controlar o surgimento de pragas e doenças. 

Por conta desses benefícios, mesmo que o produtor não prepare o solo com plantio direto, é recomendável que ele adote essa prática que reduz os custos da produção, facilita o manejo da lavoura e beneficia o solo.

7. Utilize as ferramentas digitais a seu favor

As ferramentas digitais se referem a soluções da Agricultura Digital que facilitam a coleta e análise de dados agrícolas da lavoura. 

Com base nessas informações, o produtor pode tomar decisões mais assertivas sobre o manejo da fazenda em todas as etapas de cultivo, inclusive no preparo do solo. 

Sensores, drones, imagens de satélite e GPS são algumas das principais ferramentas utilizadas nesse sentido. Porém, sozinhas, elas não asseguram a análise e interpretação correta dos dados coletados. 

Para isso, é necessário contar com o apoio de uma plataforma de agricultura digital, um tipo de software que oferece recursos avançados para processar o grande volume de dados coletados por outros dispositivos.

O Climate FieldView™, plataforma digital da Bayer, utiliza inteligência artificial e ciência de dados para integrar dados agronômicos e gerar materiais que facilitam a gestão das etapas de cultivo. 

Com o Diagnóstico FieldView™, por exemplo, é possível gerar e correlacionar diferentes mapas agrícolas, como mapas de fertilidade, para ajudar o produtor a adotar medidas preventivas ou corretivas mais eficientes e precisas.

Além disso, essa ferramenta ainda permite o levantamento e comparação de dados de safras anteriores, facilitando a identificação de tendências e problemas que podem ser evitados ainda na fase de plantio. Assim, adotar estratégias preventivas será muito mais fácil.

Melhore o preparo do solo para plantio com o Climate FieldView™!

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