Controle de Pragas na lavoura e a qualidade da pulverização

Por Equipe FieldView™

Apr 05, 2022

O controle de pragas agrícolas pode ser feito através do uso de métodos conhecidos e alternativos, que podem ser associados para um combate mais eficiente da infestação

 

Lagarta helicoverpa ataca a folha de soja

Lagarta helicoverpa ataca a folha de soja: a ocorrência de pragas é uma grande causa de prejuízo dos agricultores em todo o mundo

 

+ Sem tempo de ler o texto todo? Confira os principais destaques!

Investir no controle de pragas na lavoura é essencial para que o agricultor aumente a produtividade e o rendimento da safra. 

Para isso, ele pode usar os principais métodos de controle de pragas e doenças, que são o cultural, biológico e químico. Mas de nada adianta 

No entanto, com o objetivo de tornar a produção mais sustentável e reduzir os custos de manutenção da lavoura, cada vez mais produtores têm utilizado métodos alternativos de controle, como o Manejo Integrado de Pragas (MIP).

É possível associar diferentes estratégias de manejo para lidar com infestações de pragas. Além disso, um ponto é primordial para fazer um controle sustentável: adotar boas práticas de pulverização.

Seguindo nossas dicas de manejo e aplicação de defensivos, será muito mais fácil proteger sua lavoura de invasores indesejados.

Boa leitura!

 

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O controle de pragas na lavoura é um dos grandes desafios enfrentados pelos agricultores. 

Caso o manejo não seja realizado de forma correta e no momento certo, a infestação por pragas é capaz de causar prejuízos irreversíveis à safra.

Por isso, o produtor que deseja ter sucesso na lavoura deve conhecer os métodos eficazes de controle de pragas agrícolas e saber utilizar com eficiência os diferentes produtos indicados para o manejo. 

Mas onde encontrar todas essas informações? Acompanhe os próximos tópicos!

 

+ LEIA MAIS: Por que você deve usar aplicativos para monitoramento de pragas na lavoura

 

O que é controle de pragas na agricultura?

O controle de pragas na agricultura é o termo utilizado para se referir ao conjunto de técnicas e metodologias utilizadas para combater a infestação de pragas agrícolas, que é um grande problema para o produtor, pois tem potencial de reduzir a produtividade e a rentabilidade da safra. 

A depender da espécie e da cultura atingida, essas pragas podem atacar desde a plântula até o fruto da planta, incluindo as folhas e as raízes.

Um estudo realizado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) revela o tamanho do prejuízo que a ocorrência de diferentes pragas acarreta aos produtores em todo o globo. 

De acordo com a entidade, a estimativa é que entre 20 e 40% da produção agrícola do mundo seja perdida anualmente em função do ataque de pragas.

Por isso, o agricultor que deseja obter bons resultados na lavoura e evitar prejuízos financeiros precisa investir na adoção de estratégias de controle de pragas agrícolas.

Mas como fazer esse controle? Entenda nos próximos tópicos.

 

Cigarrinha pousa sobre a folha do milho

Cigarrinha pousa sobre a folha do milho: inseto suga a seiva e transmite diferentes doenças à cultura

 

O que é mais importante para um bom controle de pragas na lavoura?

Antes de conhecer os métodos de controle é importante lembrar quais fatores influenciam no sucesso do manejo de pragas agrícolas. Para isso, o agricultor precisa ficar atento a 3 aspectos importantes:

  • Características da praga: identificar corretamente a praga é o primeiro passo para saber como lidar com o problema. A partir disso, o produtor obtém informações sobre as características e o comportamento dessa praga na cultura infestada. Com base nesses dados, fica mais fácil escolher as estratégias mais indicadas para eliminar essa infestação;

  • Nível de dano econômico da praga: é fundamental identificar a densidade populacional da praga da lavoura. Caso essa densidade tenha potencial para  provocar um prejuízo financeiro igual ou maior do que o gastos para controlá-la, é necessário investir em estratégias de controle;

  • Nível de controle da praga: é necessário saber o momento certo para aplicar ferramentas de controle na lavoura. Isso deve ser realizado de acordo com o ciclo de vida de cada praga e antes que a infestação comprometa o desenvolvimento da cultura.

 

Para identificar a infestação de pragas na lavoura e estabelecer estratégias eficientes de controle, o produtor pode contar com as ferramentas da agricultura digital como aliadas. 

 

Mapa de Monitoramento do Diagnóstico FieldViewTM em soja

Elaborado a partir de imagens de satélite, Mapa de Monitoramento do Diagnóstico FieldViewTM revela uma extensa área no talhão de soja (marcada no mapa em vermelho) com baixo desenvolvimento vegetativo: problema foi causado por infestação de pragas

 

O produtor pode, por exemplo, analisar os mapas de satélite gerados pelo Diagnóstico FieldViewTM, que é uma das ferramentas da Climate FieldViewTM, a plataforma de agricultura digital da Bayer

Com estes mapas, o produtor tem como detectar áreas com menor desenvolvimento vegetativo na lavoura, o que pode ser causado pela ocorrência de pragas. 

Assim, o produtor pode deslocar uma equipe para ir até o local indicado no mapa para confirmar a presença de pragas e o nível da infestação. Com a plataforma, é possível demarcar digitalmente as áreas atingidas com os PINs georreferenciados, que permitem registrar anotações e fazer upload de fotos.

 

Nova call to action

 

Principais métodos de controle de pragas

O investimento em pesquisas e tecnologias permitiu que o agricultor tivesse acesso a diferentes métodos de controle de pragas. Por isso, hoje o produtor pode integrar o controle químico e biológico com métodos alternativos.

Porém, antes de escolher qual método utilizar, é fundamental conhecer as particularidades de cada um deles. Para conhecê-los em detalhes, acompanhe as explicações abaixo.

 

+ ASSISTA NO FIELDVIEW™ TV: Manejo de pragas no milho safrinha

 

  • Controle químico de pragas

O controle químico de pragas e doenças é realizado a partir da aplicação de diferentes defensivos na lavoura (ou especificamente na área afetada), como inseticidas e nematicidas.

Em função de sua eficiência e praticidade, esse tipo de controle continua sendo o mais utilizado pelos agricultores. Mas a aplicação e a prescrição dos defensivos deve ser feita com o apoio de um engenheiro agrônomo.

Vale lembrar que o uso desenfreado e incorreto de defensivos pode provocar o surgimento de pragas mais resistentes, tornando sua eliminação ainda mais difícil. 

Por isso, é importante estar atento a questões já mencionadas, como nível de dano econômico e nível de controle da praga, bem como estar devidamente  orientado sobre a aplicação do produto. 

Isso porque o produtor deve não apenas saber qual tipo de defensivo utilizar, mas também em quais condições, em que momento da cultura, com qual dose e se é viável fazer a associação com outros produtos. 

 

Pulverizador faz a aplicação de defensivos na lavoura de soja

Pulverizador faz a aplicação de defensivos na lavoura de soja: controle químico de pragas é a estratégia mais utilizada 

 

  • Controle biológico de pragas

O controle biológico de pragas é considerado um dos principais métodos alternativos de manejo, sendo muito utilizado em diversas lavouras em função do seu baixo impacto ambiental.

É baseado no uso de organismos vivos que atuam como inimigos naturais de uma praga, tais como fungos, ácaros, insetos, entre outros. Em contato com a praga, esses organismos se alimentam da invasora ou prejudicam o seu desenvolvimento.

O uso desse tipo de controle também exige certos cuidados. É importante lembrar que a introdução de uma nova espécie na área de plantio também pode gerar desequilíbrios ambientais. 

O controle biológico é mais eficaz a longo prazo. Por isso, sua utilização exige estudos e orientação profissional especializada. É recomendável que esse tipo de controle seja feito em associação com algum defensivo.

 

Broca da cana-de-açúcar sendo parasitada pela vespa Cotesia Flavipes

Broca da cana-de-açúcar sendo parasitada pela vespa Cotesia Flavipes: este inseto é usado usado para o controle biológico da praga, que tem grande potencial de dados nos canaviais

 

  • Controle cultural de pragas

Nesse tipo de controle, o agricultor utiliza diferentes estratégias que tornam a lavoura menos atraente para as pragas. Essa estratégia é utilizada para reduzir a disponibilidade de alimentos, alterar a microbiota e modificar características que tornam o ambiente propício às pragas.

Dentre as estratégias de controle cultural, as mais utilizadas são a rotação de cultura, destruição de restos culturais, manejo de plantas daninhas, plantio na época certa, entre outras.

 

+ AGRICULTURA DIGITAL EM CANA NO FIELDVIEWTM TV: Conheça o Projeto Praga Zero

 

Quais métodos alternativos podem ajudar no controle de pragas?

Além dos tipos de controle citados acima, o agricultor também pode adotar métodos alternativos para complementar suas estratégias de manejo.

Elas permitem reduzir o uso de defensivos agrícolas na lavoura, por exemplo, além de serem eficientes no controle da infestação.

Vale lembrar que o controle biológico e o controle cultural de pragas ainda são vistos como métodos alternativos por muitas pessoas, já que não são tão populares quanto o controle químico.

A seguir, vamos focar em outros 3 métodos alternativos de controle muito promissores no combate às pragas. Confira!

 

  • Manejo Integrado de Pragas (MIP)

O Manejo Integrado de Pragas (MIP) é uma estratégia de manejo baseado no uso de diferentes métodos de controle de pragas e doenças. 

Isso significa que o produtor pode utilizar no mesmo talhão e de forma associada, agentes biológicos, defensivos, manejo cultural, variedades mais resistentes, entre outras formas de controle. 

O objetivo do MIP não é eliminar as pragas definitivamente, mas manter a densidade desses invasores abaixo do nível de dano econômico. Quando a densidade populacional atinge níveis de controle, são aplicadas ações mais incisivas para reverter o problema. 

Dessa forma, o MIP é considerado uma boa prática agronômica, já que leva em consideração a relação custo-benefício e a sustentabilidade do negócio.

 

+ CONFIRA TAMBÉM: Manejo Integrado de Pragas e resistência: qual o papel da biotecnologia?

 

  • Feromônios

Os feromônios são substâncias produzidas naturalmente pelos próprios insetos. São utilizados para viabilizar a comunicação entre pragas da mesma espécie. 

Observando esse mecanismo natural, os pesquisadores desenvolveram uma tecnologia que utiliza os feromônios para monitorar e controlar a presença de pragas no campo. 

A partir deste princípio, são preparadas armadilhas com feromônios produzidos sinteticamente. Elas são distribuídas na lavoura com o objetivo de enganar o inseto-praga. 

As fêmeas, por exemplo, são atraídas pela substância, que lembra o cheiro do macho. Assim, acabam presas nas armadilhas, reduzindo o aumento populacional da praga.

 

  • Sistemas de telemetria

Novas tecnologias têm sido desenvolvidas com o objetivo de melhorar a aplicação de defensivos, tornando a pulverização mais eficiente e reduzindo a perda de produto.

Dentre essas tecnologias, os sistemas de telemetria são os mais promissores. Eles são recursos da Agricultura de Precisão capazes de coletar dados do maquinário de forma remota. 

Essa tecnologia possibilita, por exemplo, utilizar os dados gerados durante a pulverização para acompanhar se parâmetros como dosagem e o volume do defensivo aplicado na lavoura estão dentro do recomendado. 

 

 

Drones aplicando defensivos na lavoura de milho

Drones aplicando defensivos na lavoura de milho: tecnologias inovadoras são usadas na pulverização, visando aumentar a eficiência da operação

 

Quais são os principais fatores de impacto na qualidade da aplicação de defensivos?

O produtor que deseja utilizar com eficiência o controle químico de pragas deve assegurar a qualidade das operações, observando diferentes fatores, como os que apresentamos a seguir. 

  • Tamanho de gotas

Esse fator está ligado à escolha da ponta, pressão de trabalho, alvo a ser tratado e recomendação de cada produto. 

Gotas maiores deixam a neblina mais pesada, reduzindo a deriva e, consequentemente, aumentando o risco de o produtor não atingir a cultura-alvo com eficácia e até de atingir outras áreas que não estão sendo tratadas. 

 

+ SAIBA MAIS: 5 funcionalidades da agricultura digital para defensivos

 

  • Volume de calda ou taxa de aplicação

A taxa deve estar de acordo com o controle desejado. Se esse volume estiver baixo, pode haver dificuldade em garantir a cobertura ideal. 

Algo a se considerar também, principalmente para fungicidas, é que a taxa deveria variar de acordo com o estágio da cultura, acompanhando o aumento do índice foliar das plantas. 

Registrar as taxas de aplicação e ter mapas de aplicação pode ajudar o produtor a detectar possíveis falhas ou volumes diferentes do recomendado.

 

Barra de pulverização do maquinário aplica defensivos sobre a lavoura de soja

Barra de pulverização do maquinário aplica defensivos sobre a lavoura de soja: produtor tem que ajustar fatores como tamanho de gotas, altura da barra e velocidade do equipamento

 

  • Condições climáticas

O produtor precisa estar atento às condições climáticas, como chuva e vento, para realizar com eficiência e segurança a pulverização. Condições ideais seriam umidade acima de 50%, temperatura abaixo de 30‎°C e velocidade do vento entre 3 e 10km/h. 

Para acompanhar as condições climáticas, é possível utilizar o Radar Meteorológico da plataforma Climate FieldViewTM, que disponibiliza a previsão de chuva para as próximas 6h e também indica o acumulado da precipitação das últimas 24h em uma região. 

 

+ CONFIRA: Previsão do tempo na agricultura: soluções tecnológicas para a lavoura

 

  • Altura da barra

É importante ajustar a altura da barra para o tipo de cultura e a altura que estão as plantas da lavoura.  Se estiverem altas, por exemplo, o risco de o vento desviar a trajetória das gotas é maior, podendo ocorrer a deriva. A distância deve ser de 50 a 60 cm entre a barra e o topo das plantas. 

 

  • Velocidade do pulverizador

Quando a máquina se desloca muito rápido (acima de 24 km/h), acontece um turbilhonamento atrás da barra, o que pode aumentar a deriva. Por isso, é importante o operador manter a velocidade da máquina dentro do parâmetro recomendado.

Para acompanhar de perto essa operação, o agricultor pode fazer o mapeamento da pulverização com o dispositivo FieldViewTM Drive, que mostra, em tempo real, se a velocidade da máquina não está dentro do ideal, permitindo a correção em tempo hábil.

 

  • Inspeções periódicas no pulverizador

Isso é algo que nem sempre é feito, apesar de ser essencial. Uma ponteira desgastada ou entupida, e problemas nas peneiras, mangueiras ou bombas, podem diminuir a eficiência das aplicações e prejudicar o controle de pragas.

 

Correlação entre Mapa de Produtividade e Mapa de Aplicações de defensivos em um talhão de milho

Correlação entre Mapa de Produtividade e Mapa de Aplicações de defensivos em um talhão de milho: no mapa da esquerda, uma grande área em vermelho (que não foi pulverizada) atingiu produtividade menor do que a região da lavoura que recebeu defensivos (identificada no mapa da direita)

 

  • Correlação entre o Mapa de Produtividade e o Mapa de Aplicações

Ao final da safra, o produtor pode utilizar da agricultura digital para avaliar as pulverizações que foram realizadas ao longo do ciclo. 

Com o uso das ferramentas digitais, é possível comparar mapas de aplicação de defensivos com o Mapa de Produtividade da safra, que é gerado pelo FieldViewTM Drive durante a colheita e mostra a produção obtida em cada região do talhão.

Assim, é possível fazer diferentes correlações, como, por exemplo:

  • Se a produtividade na faixa em que o produto A foi aplicado foi maior do que na faixa em que foi pulverizado o produto B; 
  • O impacto sobre a produtividade em uma área em que o pulverizador realizou a operação com velocidade maior do que a ideal.

A agricultura digital apoia o produtor na avaliação da qualidade da pulverização realizada, fornecendo dados que ajudarão a melhorar a operação e aumentar a produtividade na próxima safra. 

 

+ Acompanhe mais sobre este assunto nos artigos:

 

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