4 dicas para manejar a cigarrinha-do-milho

Por Equipe FieldView™

Aug 19, 2021

Com o uso de estratégias integradas, o produtor pode controlar a ocorrência desta praga e minimizar os danos que causa à lavoura

 

Pragas que afetam o milho, como a cigarrinha, exigem monitoramento constante: qualquer descuido pode representar perda da rentabilidade

 

A ocorrência da cigarrinha-do-milho e das doenças que esse inseto transmite tem aumentado nas lavouras brasileiras, derrubando a qualidade dos grãos e a rentabilidade do produtor em diferentes regiões do país.

Transmissora de enfermidades à lavoura, como os enfezamentos e o raiado fino, esta praga deve ser manejada com todas as ferramentas que o produtor tem disponível. 

Para a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), a estratégia ideal para o controle da incidência e dos danos deste inseto é o Manejo Integrado de Pragas.

Mas, como nem toda cigarrinha-do-milho é transmissora dessas enfermidades, o produtor precisa, acima de tudo, aprender a conviver com a praga, segundo a pesquisadora Elizabeth O. Sabato, da Embrapa Milho e Sorgo.

“Não existe medida isolada que seja suficiente para evitar a disseminação das doenças causadas pela cigarrinha. Por isso, há necessidade de ações simultâneas”, diz a pesquisadora.

Para auxiliar você a lidar da melhor maneira com a cigarrinha-do-milho, trouxemos 4 dicas de como pode manejá-la no dia a dia da lavoura. Confira!

 

+ SAIBA MAIS: Cigarrinha-do-milho: saiba como identificar o inseto e as doenças que transmite à cultura



Se a incidência da cigarrinha não for controlada no milho, a lavoura pode registrar perdas de até 100% da produtividade

 

1) Adotar o Manejo Integrado de Pragas

A utilização de estratégias de forma isolada não é efetiva no controle da cigarrinha-do-milho. Por isso, recomenda-se o uso de estratégias no Manejo Integrado de Pragas (MIP). 

Confira a seguir práticas eficientes apresentadas pelo Portal Agro Bayer para o controle desse vetor/praga:

  • Evitar semeaduras tardias e cultivos subsequentes de milho;
  • Concentrar as épocas de semeadura para reduzir a quantidade de cigarrinhas infectadas;
  • Não semear a cultura de interesse por um período até a eliminação da doença no local;
  • Dessecação antecipada: eliminar plantas hospedeiras, especialmente milho tíguera, pois podem preservar mollicutes;
  • Evitar cultivos de milho próximos a lavouras já com presença de enfezamentos. Caso isso ocorra, evitar que as cigarrinhas infectadas ataquem a lavoura recém implantada;
  • Tratamento de sementes: essa é uma das principais estratégias para proteção inicial da cultura contra possíveis ataques, logo após a emergência de plantas;
  • Controle biológico com produtos que contenham o fungo Beauveria bassiana - esse fungo penetra na cutícula do inseto e se multiplica no seu interior;
  • Tratamento químico da lavoura quando atingido o nível de dano econômico.

 

2) Atenção à tiguera

A ocorrência de plantas de milho tíguera ou guaxo, e a manutenção de plantas com sintomas de mollicutes no campo, as quais são fonte de inóculo para a cigarrinha, podem favorecer a sobrevivência e multiplicação da praga, e a contaminação de plantas sadias. 

Por isso, é importante eliminar o milho tíguera, que nasce entre uma colheita e outra de forma espontânea a partir de grãos de milhos caídos no solo - algo que só é possível por meio do monitoramento da lavoura.

Essa medida é relevante porque ele pode servir como um local de acúmulo da praga até a próxima leva de plantas jovens.

A propósito, em localidades com alta incidência de enfezamentos e de cigarrinhas, os pesquisadores da Embrapa recomendam a interrupção temporária do cultivo do milho para eliminar tanto as doenças, quanto os insetos-vetores. 

 

Danos causados pela cigarrinha-do-milho

 

3) Escolher cultivares mais tolerantes

O uso de híbridos mais tolerantes é a medida mais efetiva para o manejo dos enfezamentos do milho. No entanto, até o momento, não existem híbridos lançados especificamente para a resistência aos agentes causais dos enfezamentos. 

De acordo com a Embrapa, trabalhos de avaliação da resistência de híbridos comerciais têm sido realizados em diversas regiões do Brasil. No entanto, um híbrido com reação de tolerância em uma região, pode apresentar reação de suscetibilidade em outras regiões. 

A variação geográfica e as condições climáticas predominantes em cada região podem ter relação. É necessário considerar também a possibilidade da existência de variabilidade genética nas populações dos patógenos, resultando em adaptações específicas destas populações às cultivares de milho. 

Dessa forma, tem-se recomendado que trabalhos de caracterização da resistência/suscetibilidade dos híbridos de milho ao complexo dos enfezamentos sejam realizados em todas as regiões produtoras do Brasil. 

Além da escolha de cultivares com bons níveis de resistência aos enfezamentos, é importante o agricultor plantar mais de uma cultivar e fazer rotação destes materiais para evitar a quebra de resistência dos cultivares e os danos provocados pelos enfezamentos.

 

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4) Monitoramento 

Os sintomas do enfezamento do milho são percebidos tardiamente, geralmente, mas a presença da cigarrinha pode ocorrer desde os primeiros estádios de desenvolvimento

Quanto mais cedo a planta for atacada e infectada, maior serão os danos causados pela doença.

Esse acompanhamento deve começar antes mesmo do plantio do milho, já que os insetos podem migrar de cultivos próximos. Se uma lavoura foi afetada pela cigarrinha, o ideal é evitar semeaduras nos solos vizinhos, o que favorece o espalhamento da praga.

Para ter maior facilidade no monitoramento, o produtor pode potencializar essa tarefa com o apoio das ferramentas digitais, como as funcionalidades da Climate FieldViewTM, plataforma de agricultura digital da Bayer

Através das imagens de satélite geradas pelo Diagnóstico FieldViewTM, é possível acompanhar o desenvolvimento vegetativo da lavoura. 

 

Confira no texto “Diferença de produtividade de 63 scs/ha em teste de híbridos em área com cigarrinha”  o que está por trás dessa imagem 

 

Isso porque, quando uma área é afetada por pragas ou doenças, o crescimento vegetativo naquele ponto fica comprometido, o que fica perceptível nas imagens de satélite. Motivo para ir até o local indicado no mapa para constatar o que está ocorrendo e tomar medidas assertivas.

Se confirmar no talhão a presença de pragas ou de plantas atingidas por doenças, o produtor pode marcar e delimitar a área atingida com PINs georreferenciados, que permitem anotar informações e fazer upload de fotos na plataforma digital. 

O produtor precisa ter atenção redobrada com os talhões que foram afetados em safras anteriores por pragas ou patógenos, como a cigarrinha-do-milho e as enfermidades que este inseto causa. O que pode ajudá-lo nessa tarefa é consultar também as imagens históricas do Diagnóstico FieldViewTM.

Com o apoio da tecnologia, a ação de contenção da praga é mais ágil e o prejuízo do produtor é reduzido.

 

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