Diferença de produtividade de 63 scs/ha em teste de híbridos em área com cigarrinha

Por Equipe FieldView™

Aug 23, 2021

Produtor de milho utiliza a agricultura digital para identificar os híbridos mais tolerantes à infestação da praga

 

Produtor de milho utiliza a agricultura digital para identificar os híbridos mais tolerantes à infestação da praga

 

A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) tem tirado o sono dos produtores de todas as regiões do país. De praga considerada secundária na lavoura, tem se tornado uma das principais ameaças à produção do grão pela severidade dos danos que causa.

Transmissor de doenças como o enfezamento e o raiado fino, esse inseto pode causar perdas que podem chegar a 100% da rentabilidade. 

Para controlar a infestação da cigarrinha, é importante adotar um conjunto de ações, dentro do Manejo Integrado de Pragas, e não práticas isoladas. Uma das iniciativas mais indicadas é o plantio de híbridos que sejam mais tolerantes à ação do inseto. 

Mas em cada ambiente de produção os híbridos têm uma tolerância diferente em relação à cigarrinha. Pensando nisso, o produtor de milho Julio Bravin, de Primavera do Leste (MT), fez um teste para identificar os híbridos com melhor desempenho na sua área.

Confira, a seguir, como esse produtor utilizou a agricultura digital para realizar o ensaio, identificando ao final da colheita uma diferença de produtividade de 63 sc/ha entre os materiais plantados no experimento. 

 

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Cigarrinha-do-milho: de praga secundária a um dos principais problemas do produtor de grãos no Brasil (Crédito: Embrapa)

 

Produtor testa híbridos tolerantes à cigarrinha com auxílio da agricultura digital

Toda safra o produtor Júlio Bravin sofre com a cigarrinha-do-milho. Para melhorar o manejo da praga, decidiu realizar um teste com diferentes híbridos para identificar os mais tolerantes à ocorrência da praga e aos enfezamentos, que são a principal doença transmitida pelo inseto. 

O produtor realizou esse experimento em uma área total de 182 hectares, sendo que a região que apresentava danos recorrentes por cigarrinhas correspondia a uma área de pivô de 90 hectares. 

Na condução de todo o experimento, Júlio Bravin contou com o apoio da Climate FieldViewTM, plataforma de agricultura digital da Bayer

Para facilitar o entendimento do leitor, explicaremos o passo a passo de Julio na condução do campo experimental. Importante salientar que o teste foi feito baseado em informações de 2 safras, as quais chamaremos aqui de "safra 1" e "safra 2".

 

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1० PASSO: Identificando infestação de cigarrinhas

Para dimensionar a infestação e avaliar os danos causados pela praga na área, ele analisou os Mapas de Monitoramento do Diagnóstico FieldViewTM  durante a safra 1.

Com essas imagens da lavoura, detectou nas bordas da área de pivô regiões em que o cultivo apresentou menor desenvolvimento vegetativo. 

 

O Diagnóstico FieldViewTM apoiou o produtor na identificação de área atingida pela cigarrinha

 

2० PASSO: Inserindo marcações georreferenciadas 

A partir desses dados, em seu talhão, foi até os locais indicados nos mapas, confirmando a presença do inseto nas bordas do pivô. Assim, identificou a extensão da infestação e a severidade do ataque da praga nos diferentes híbridos plantados no local. 

Também utilizou os PINs Georreferenciados para demarcar as áreas atingidas e registrar informações e imagens da infestação - dados que puderam ser analisados posteriormente.

 

+ LEIA MAIS: Cigarrinha-do-milho: saiba como identificar o inseto e as doenças que transmite à cultura

 

3० PASSO: Análise de Produtividade da área

A cigarrinha causou o tombamento do milho no local. Este e outros danos foram mensurados no Mapa de Produtividade, gerado pelo dispositivo FieldViewTM Drive durante a colheita da área na safra 1. Assim, Bravin avaliou o quanto essa praga prejudicou a sua produção.



Ao comparar o Mapa de Monitoramento com o Mapa de Produtividade do pivô, foi possível dimensionar o impacto da infestação de cigarrinha na produtividade da área

 

4 PASSO: Teste de plantio de híbridos de milho

Na safra 2 (o ciclo seguinte), o produtor escolheu quatro diferentes híbridos para realizar o teste na área com histórico de infestação de cigarrinha. 

Ao fazer o plantio desses materiais na área, ele também mapeou a operação com o dispositivo FieldViewTM Drive, gerando um Mapa de Plantio.

No mapa, cada híbrido possui uma cor correspondente, permitindo identificar a localização em que cada um foi plantado, veja abaixo.

 

 

Mapa de Plantio apresenta, com cores, os híbridos que foram plantados na área de teste de Júlio Bravin

 

5 PASSO: Resultados de produtividade

A colheita da área do experimento na safra 2 também foi mapeada pelo FieldView DriveTM, permitindo a Júlio Bravin ter em mãos o Mapa de Colheita do teste. Assim, ele pôde comparar o Mapa de Plantio (Híbridos) com o Mapa de Colheita (Produtividade).

Dessa forma, o produtor percebeu que o Híbrido 2 (indicado na cor azul no Mapa de Plantio - abaixo, à esquerda) e o Híbrido 1 (indicado na cor verde) tiveram melhor performance. Mesmo sob o ataque de cigarrinhas, não sofreram tombamento e produziram mais.

Bravin confirmou o melhor desempenho desses dois materiais ao correlacionar, nos mapas, as cores correspondentes a esses dois híbridos com as manchas verdes do Mapa de Colheita (abaixo, à direita), que indicam as regiões de mais alta produtividade na área.

 

Ao correlacionar o Mapa de Produtividade com o Mapa de Plantio da área, o produtor identificou quais híbridos tiveram melhor desempenho à ação da praga

 

6० PASSO: Diferença de 63 scs

Ao se correlacionar esses dois mapas (Plantio vs. Colheita), era visível que alguns híbridos tiveram melhor desempenho em relação à infestação da cigarrinha. No entanto, era importante quantificar essa diferença. 

Para calcular o desempenho dos materiais plantados na área, Júlio Bravin utilizou o Relatório de Sub-talhão, do FieldViewTM. Assim, foi possível conferir, separadamente, a produtividade de cada híbrido nas regiões infestadas com a praga. 

Confira o desempenho obtido por cada material:

  • Híbrido 1 e 2 = 104 sc/ha;
  • Híbrido 3 = 79 sc/ha;
  • Híbrido 4 =  41 sc/ha.

  Conforme mostra o Relatório de Sub-talhão, o           híbrido 3 atingiu 79 sc/ha



 

 

 

  O Relatório de Sub-talhão mostra que o híbrido      4 obteve 41 sc/ha



 

 

 

 Os híbridos 1 e 2 tiveram a maior produtividade:     104 sc/ha, conforme apresenta o Relatório de   Sub-talhão

 

 

 

 

 

63 scs/ha é a diferença entre os híbridos de maior e o de menor desempenho no teste

De acordo com os resultados do teste realizado na área de pivô, a diferença foi de 63 sc/ha entre os híbridos de melhor desempenho na área infestada por cigarrinha e o híbrido 4, que obteve o menor desempenho. 

A partir desses dados, podemos fazer um exercício de suposição: 

  • Quanto o produtor maximizaria a sua rentabilidade caso plantasse - nos 90 hectares em que mais enfrenta os danos com a cigarrinha -  apenas os híbridos 1 e 2, que são os mais tolerantes à praga?

Nesse cálculo, consideremos um valor aproximado da cotação da saca de milho de 60 kg em meados de 2021: R$ 90,00/sc. A partir dessa projeção, Bravin teria um incremento de R$ 510 mil na rentabilidade da área após a colheita.

Com esses números em mãos, o produtor de Primavera do Leste teve subsídios para tomar uma decisão de compra mais assertiva de sementes na safra seguinte, podendo melhorar a rentabilidade da área de pivô, mesmo com a presença incômoda do inseto. 

 

+ CONFIRA TAMBÉM: 4 dicas para manejar a cigarrinha-do-milho

 

Utilizar híbridos tolerantes é uma boa prática de manejo da cigarrinha

Os resultados do teste de híbridos realizado por Júlio Bravin, com o apoio da agricultura digital, mostram que ele buscou uma estratégia certeira no manejo da cigarrinha-do-milho em sua fazenda.

Considerando que em diferentes lavouras e híbridos é possível observar variação na incidência e na severidade dos danos da praga, principalmente pelos enfezamentos, essa estratégia tende a ser eficiente.

Mas não se pode esquecer das outras práticas de manejo da cigarrinha-do-milho, como eliminação da tiguera, evitar semeadura da cultura em datas variadas, tratamento de sementes, adoção da dessecação antecipada e do controle biológico.

Quando essas boas práticas caminham juntas, a produtividade da lavoura agradece!

 

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