A digitalização do campo pode ser caminho para uma agricultura mais sustentável

Por Equipe FieldView™

Nov 23, 2020

A tecnologia é a aliada perfeita na incorporação de práticas sustentáveis no campo. Ao otimizar recursos ao mesmo tempo que alavanca o desempenho agrícola, entrega valor ao produtor, assegura a perenidade do negócio e não compromete o futuro do Planeta

Sustentabilidade e tecnologia devem caminhar juntas no futuro da agricultura mundial

Sustentabilidade e tecnologia devem caminhar juntas no futuro da agricultura mundial

 

Qual é o maior desafio do futuro da agricultura? Os obstáculos que o setor tem pela frente não estão apenas relacionados a questões como manejo de pragas, plantas daninhas e doenças, ou excelência operacional. Para tudo isso, o produtor pode contar com a ajuda de inúmeros recursos. O grande impasse está em como alimentar uma população mundial crescente, que atingiu 7,79 bilhões de pessoas em 2020, sem que seja necessário aumentar a área cultivável e usar mais recursos naturais.

Ao mesmo tempo que se discute essa questão, surge um dilema: como aumentar a produção global de alimentos, fibras e biocombustíveis, mas com sustentabilidade?

Para responder essa pergunta, pesquisadores de inúmeras áreas estão mobilizados: biotecnologia, genética, eletrônica, tecnologia da informação, química, agricultura, biologia, mecatrônica. O objetivo é desenvolver inovação, permitindo que a produção agrícola mundial continue crescendo, mas dentro de um modelo econômico, social e ambientalmente equilibrado.

A seguir, confira como diferentes tecnologias, como a agricultura digital, podem ajudar o agricultor a aliar práticas sustentáveis com maior produtividade e rentabilidade. Também entenda por que esse tipo de prática no campo tem condições de entregar mais valor ao negócio do produtor rural e à sociedade.

 

Tecnologia: ferramenta fundamental para o crescimento exponencial da produção agrícola

A produção agrícola mundial deu um salto após a Segunda Guerra Mundial. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), fatores como maior produtividade por unidade de terra e intensificação dos cultivos proporcionaram esse crescimento, que esteve em sintonia com o aumento da população mundial. Para se ter ideia do crescimento exponencial das últimas décadas, o planeta tinha 2,5 bilhões de habitantes em 1950. Número que subiu para 3,7 bilhões em 1970.

E o Brasil é exemplo bem-sucedido dessa expansão da produção agrícola. Nos últimos 40 anos, a produção da agricultura brasileira registrou aumento de 386%. Em contrapartida, a área ocupada pelo setor subiu apenas 33%. Isso significa que o país produziu mais sem aumentar, na mesma proporção, a área plantada. 

Para que a agricultura brasileira e mundial registrassem esse crescimento, um componente tem sido essencial: o desenvolvimento tecnológico. 

De acordo com Celso L. Moretti, presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o país só chegou a essa situação porque investiu de forma consistente e contínua em ciência, tecnologia e inovação agropecuária nas últimas décadas. “Graças à tecnologia, incorporou à matriz produtiva brasileira 45% dos 200 milhões de hectares de cerrados, área inóspita e desacreditada até a década de 70. Em 2019, os cerrados produziram mais de 50% dos grãos e da cana-de-açúcar do Brasil.”

Segundo a Embrapa, o principal indicador é a produtividade. Em cada hectare se produz hoje três vezes mais grãos do que em 1975. Entre os indicadores mais ilustrativos da trajetória recente da agricultura brasileira estão os números de produção e os índices de produtividade. Entre 1975 e 2017, a produção de grãos, que era de 38 milhões de toneladas, cresceu mais de seis vezes, atingindo 236 milhões, enquanto a área plantada apenas dobrou.

“Com o apoio da ciência, da disponibilidade de insumos modernos, de maquinaria e de instrumentos de política agrícola, a agricultura se moderniza, aumenta significativamente a produtividade da terra, do trabalho e do capital”, dizem os pesquisadores Eliseu Alves, Elisio Contini e José Gasques, no artigo Evolução da produção e produtividade da agricultura brasileira.

 

A agricultura se vê diante de um desafio: produzir mais em cada hectare rural disponível

Mas, se a tecnologia foi importante para a revolução agrícola que o mundo testemunhou nas últimas décadas, esse papel é elevado ao quadrado daqui pra frente. Afinal, não temos apenas mais pessoas habitando o planeta. Existe uma tendência mundial de elevação do poder aquisitivo das populações e, por outro lado, a premência em se adotar práticas agrícolas cada vez mais sustentáveis é cada vez maior. 

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a população mundial pode se aproximar de 11 bilhões de pessoas em 2100. Já a quantidade de comida necessária para alimentar todos os habitantes do globo até o final do século terá de ser 80% maior, aponta estudo da Universidade de Göttingen, publicado em 2019 pela revista Plos One. 

O encarecimento do preço das terras, a escassez de mão de obra rural e a necessidade de preservação de recursos naturais, com otimização, por exemplo, do uso do solo e da água, limitam a expansão das fronteiras agrícolas. 

VEJA AINDA: Agricultura de precisão, agricultura 4.0 e agricultura digital: é a mesma coisa?

 

O que significa produzir alimentos com sustentabilidade?

O desenvolvimento de uma agricultura sustentável é um tema que vem sendo discutido mundialmente. Para o pesquisador Greg Malsaac, este modelo de produção agrícola deve ser baseado “nos objetivos humanos e no entendimento do impacto de longo prazo das nossas atividades no meio ambiente e em outras espécies”.

Essa visão, para ele, deve guiar a incorporação dos mais recentes avanços científicos com a finalidade de se criar sistemas agrícolas integrados, que conservem recursos e sejam equitativos. “Estes sistemas reduzem a degradação ambiental, mantêm a produtividade agrícola e promovem a viabilidade econômica, tanto no curto quanto no longo prazo, e mantêm comunidades rurais estáveis e qualidade de vida.”

A partir de análise do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a agricultura sustentável:

  • Possui objetivos de curto a longo prazo (econômicos e ambientais);
  • Utiliza as tecnologias mais avançadas;
  • Busca a conservação dos recursos naturais;
  • Valoriza a produtividade agrícola e o lucro econômico;
  • Visa sistemas agrícolas equitativos;
  • Busca melhorar a qualidade de vida das gerações atuais e futuras;
  • Reduz a degradação do meio ambiente com práticas modernas e sustentáveis.

Esses tópicos mostram que uma atividade sustentável, inclusive no setor agrícola, não tem foco apenas no meio ambiente. Quando se fala sobre sustentabilidade, refere-se a um conceito calcado sobre três pilares: econômico, social e ambiental.

Não por acaso que o Agricultural Sustainability Institute (UCDAVIS) afirma que a agricultura sustentável possui três grandes objetivos gerais e simultâneos: assegurar um meio ambiente saudável; gerar lucro econômico; e promover a equidade socioeconômica. 

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O grande desafio do setor agrícola é ampliar a produção de alimentos, mas com sustentabilidade

Grande desafio do setor agrícola é ampliar a produção de alimentos, mas com sustentabilidade

 

Como a gestão sustentável da agricultura pode minimizar o impacto sobre o meio ambiente?

Quando se fala em sustentabilidade na agricultura, o aspecto que normalmente primeiro vem à cabeça é a responsabilidade da atividade com o meio ambiente. Isso acontece porque as operações agrícolas estão diretamente ligadas a práticas que podem ter impacto ambiental, como o uso como solo e da água, a emissão de CO2, a manutenção de áreas de preservação, o consumo de energia (óleo diesel, principalmente), o descarte de embalagens etc.

O desenvolvimento de tecnologias e de práticas de manejo tem permitido o setor minimizar seus impactos sobre o meio ambiente. Quanto ao uso da água na agricultura, o setor tem evoluído em relação à adoção de sistemas de gestão mais eficientes, adaptados à variabilidade climática e às circunstâncias locais, o que pode ajudar a otimizar o uso da água e a aumentar os rendimentos do volume captado. 

Órgãos de pesquisa, como a Embrapa, têm buscado desenvolver variedades que necessitem de menos água e sejam mais tolerantes ao déficit hídrico. Além disso, tecnologias sustentáveis e modelos de manejo têm sido aperfeiçoados com foco na economia do recurso em todo o ciclo de produção. 

Quanto ao solo, um grande problema é a erosão, que prejudica a capacidade agrícola de uma região. Dentro do modelo de uma agricultura sustentável, o desafio é manter o solo em boas condições, melhorando, por exemplo, os sistemas de irrigação e drenagem e adotando rotação de culturas.

Já uma fonte de energia muito usada no campo é o diesel. Mas o Brasil tem um grande diferencial: o uso de biocombustíveis no abastecimento da frota. Tanto o biodiesel, que é usado na mistura com o diesel, como o etanol, misturado à gasolina, ajudam a mitigar as emissões de máquinas e veículos. Além disso, as fazendas também podem utilizar carros e utilitários 100% abastecidos com etanol.

Produtor rural em Ponta Grossa (PR), Cássio Kossatz afirma que o agricultor entende a relevância do meio ambiente para a sua atividade, uma vez que tem ciência de que depende exclusivamente da terra para alimentar todas as pessoas do mundo, bem como, muitas vezes, tem na lavoura a única fonte de sustento da sua própria família. Por isso, “está atento à utilização responsável de sua área”, diz.

Segundo ele, pode haver uma convivência harmônica entre produtor rural e natureza. “Tendo uma área bem tratada, o solo fica mais fértil e é possível produzir mais. Mas, para isso, é necessário conciliar os tratos culturais do campo, com a preservação do meio ambiente e cuidados com os recursos naturais não renováveis, como água, o solo e a biodiversidade local, por exemplo”, explica.

De acordo com ele, num primeiro momento, pode soar contraditório um agricultor utilizar a terra para produção e, ao mesmo tempo, ser sustentável. “Mas isso é totalmente possível, uma vez que o fato de trabalhar com práticas mais sustentáveis, além de inferir diretamente na questão ecológica, também viabiliza maiores níveis de produtividade e lucratividade ao produtor”, enfatiza o produtor paranaense.

 

Praticar uma agricultura economicamente rentável e socialmente responsável é possível

O Brasil tem cerca de 16 milhões de pessoas trabalhando no setor agropecuário. Quando se fala em sustentabilidade no campo, refere-se também a assegurar: condições adequadas de trabalho, capacitação, salário condizente à atribuição, uso de equipamentos de proteção de segurança etc. A atividade agropecuária no Brasil, com seus mais de 5 milhões de estabelecimentos, é responsável por grande geração de riqueza e renda, especialmente em cidades do interior do país.

No entanto, na agricultura sustentável, tanto a responsabilidade social como a ambiental caminham ao lado com um terceiro aspecto: o econômico. Afinal, as práticas sustentáveis adotadas no setor agrícola devem promover o aumento da lucratividade e fornecer ganhos competitivos ao produtor.

É sobre a harmonia entre estas três áreas – econômico, social e ambiental – que o tripé da sustentabilidade se sustenta na agricultura. Talvez o maior desafio da agricultura 4.0 esteja exatamente no equilíbrio entre os componentes desse tripé, de modo que o produtor assimile que, ao incorporar práticas sustentáveis, pode otimizar economicamente o desempenho do seu negócio.

Para exemplificar, voltemos a Ponta Grossa, no Paraná. Segundo o produtor Cássio Kossatz, o foco na preservação e na conservação trouxe ganhos à fazenda. “Desde 2012, a nossa produção de grãos cresceu cerca de 20%, mas usamos a mesma quantidade de fertilizantes químicos”, diz o produtor, que usa mais de 18 mil toneladas de composto orgânico por ano. 

“Nós não deixamos de usar o adubo químico, mas não foi necessário aumentar a quantidade. E isso só foi possível por meio da complementação com o adubo orgânico gerado via compostagem, aliado a fatores como uso de tecnologias e técnicas de manejo mais eficientes”, completa. 

Para Kossatz, os benefícios de um modelo de produção calcado na sustentabilidade são evidentes. “A minha produtividade média é de 4,5 toneladas por hectare. Entretanto, em algumas áreas com menor fertilidade esse nível era menor, de cerca de 2 toneladas por hectare. Na última safra, a média de produtividade ficou entre 3,8 e 4,2 toneladas por hectare. Ainda não está dentro da média, mas já melhorou bastante”, comemora.

CONFIRA: A sustentabilidade como um dos pilares da agricultura

 

Cássio Kossatz, produtor de soja no Paraná: “o foco na preservação e na conservação trouxe ganhos à fazenda”

Cássio Kossatz, produtor de soja no Paraná: “o foco na preservação e na conservação trouxe ganhos à fazenda”

 

Tecnologia e sustentabilidade geram valor ao produtor rural

Como destacado no início deste texto, se a tecnologia foi um dos responsáveis por um salto da produção agrícola mundial ao longo dos últimos 70 anos, daqui pra frente tem outro desafio: continuar expandindo a produção, mas com sustentabilidade.

Para que esse processo ganhe corpo, teve início um novo movimento: a 4a Revolução Agrícola, que pode ser explicada como uma revolução da agricultura digital. Isso implica o uso de tecnologias de precisão, o Big Data, a IoT, a utilização de softwares cada vez mais sofisticados. Um conjunto de soluções que ajuda o produtor a gerenciar melhor a propriedade, a reduzir os riscos da atividade, a racionalizar o uso de recursos naturais e insumos e, consequentemente, a aumentar a produtividade e a renda do agricultor.

Com o uso da agricultura digital, uma grande quantidade de dados e informações é processada, consolidada e analisada e, a partir deles, é possível gerar recomendações mais precisas ao produtor, como, por exemplo, a indicação da melhor época de plantio, a fertilização adequada, a performance de cada talhão, a quantidade de sementes a ser semeada, de defensivos a ser aplicada, entre outras.

Os ganhos sociais, ambientais e de rentabilidade possibilitados por diferentes plataformas tecnológicas estão em sintonia com um olhar muito mais amplo: “hoje, a sociedade está, a cada dia, mais preocupada em como o alimento é produzido. Se impacta negativamente o meio ambiente, se respeita os trabalhadores e se tem uma relação equilibrada com os recursos que utiliza”, salienta Mateus Barros, diretor da Área de Digital & Novos Modelos de Negócios da Bayer.

Para ele, o desafio da cadeia é “construir uma agricultura mais eficiente, que traga mais rentabilidade ao produtor e atenda aos anseios da sociedade”. E neste cenário, as novas tecnologias, como a agricultura digital, caem como uma luva. 

“Faz parte do futuro da agricultura uma combinação de tecnologias digitais, aliada à biotecnologia, ao plantio direto, a técnicas de fertilidade, novidades em mecanização, por exemplo.”

Nesta seara, segundo Barros, está a principal missão de empresas como a Bayer: “de sempre mostrar aos agricultores o valor que tecnologias, como o digital, agregam ao seu trabalho na fazenda. Uma tendência que veio pra ficar e não tem mais volta”, ressalta.

SAIBA MAIS: Por que o sequestro de carbono pode ser bom negócio para a agricultura brasileira?

 

Foco na rentabilidade e na agregação de valor: um novo modelo de negócio na agricultura

Em sintonia com os desafios de uma agricultura mais sustentável, empresas da cadeia agrícola têm desenvolvido projetos focados em contribuir com uma atividade cada vez mais tecnológica. 

A partir de uma visão disruptiva do negócio, centrado na incorporação de novas tecnologias e de práticas mais sustentáveis pelo agricultor, a Bayer está colocando em prática um projeto ambicioso, em consonância com a Visão Global da companhia: “Saúde para todos, fome para ninguém”.

“Essa é a razão da existência da Bayer, que serve de propósito para os novos modelos de negócio da empresa na agricultura, e que tem os seguintes objetivos: transformação digital, sustentabilidade e inovação”, relata Mateus Barros.

Esse compromisso global de sustentabilidade da companhia originou um projeto inovador: a Agenda 30 30 100

  • De acordo com Barros, o primeiro 30 corresponde ao compromisso da Bayer de neutralizar suas emissões de CO2, atingindo a condição de carbono neutro até 2030. 

Além disso, a companhia anunciou, em julho de 2020, um programa piloto, voltado inicialmente ao Brasil e aos Estados Unidos, chamado Iniciativa Carbono Bayer. O projeto visa oferecer recompensas para os agricultores que adotarem práticas de sequestro de carbono. Inicialmente, cerca de 500 produtores rurais brasileiros foram selecionados. Os agricultores escolhidos utilizam a plataforma Climate FieldView™, que tem papel importante nas medições e na implementação do programa.

 

CONFIRA O VÍDEO: Descubra como a Bayer irá recompensar agricultores por adotarem práticas agrícolas sustentáveis

 

  • “Na Agenda, o segundo 30 refere-se ao objetivo da empresa de otimizar, em 30%, o uso de insumos na agricultura, principalmente por meio das tecnologias digitais”, afirma o executivo da Bayer.

Segundo ele, o foco da companhia não é vender produto, mas atuar ao lado do produtor, no sentido de oferecer soluções que visam levar valor agregado ao campo e à sociedade.

“Como somos uma empresa que oferece insumos, essa nova visão pode parecer contraditória, mas é porque nosso foco é no resultado. Por isso, o nosso objetivo é potencializar a lucratividade. E temos tecnologias que permitem isso, ao otimizarem recursos, reduzirem o uso de insumos e alavancarem a produtividade.”

Na agricultura, esse passa a ser um novo olhar sobre o negócio, em que sai o conceito de produto, e entra o conceito da rentabilidade/lucratividade. “Se, de acordo com a realidade da lavoura, o aumento da produtividade significa otimizar a aplicação de recursos, é isto que vamos recomendar. E isto é estar genuinamente interessado no negócio do produtor.”

  • o 100 está relacionado ao esforço da companhia em incluir, digital e tecnologicamente, 100 milhões de pequenos agricultores por todo o mundo, inclusive por meio de iniciativas como o ConectarAGRO.

Daqui pra frente, empresas como a Bayer e plataformas de agricultura digital como a Climate FieldView™ tendem a se multiplicar cada vez mais na cadeia agrícola. Afinal, tecnologia e sustentabilidade vão caminhar cada vez mais juntas no campo para o bem das futuras gerações e da vida no Planeta.

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O protagonismo da agricultura digital para uma produção de alimentos mais sustentável

O sojicultor Cássio Kossatz é um desses produtores que descobriu que a sintonia entre agricultura, tecnologia e sustentabilidade forma uma alquimia perfeita no dia a dia da lavoura.

Segundo ele, as soluções tecnológicas possibilitam uma grande quantidade de informações, o que tem sido fundamental para o patamar de produtividade atual que a agricultura brasileira atingiu. “Mas só isso não basta, é preciso entender em profundidade os dados da fazenda. Por exemplo: antes, o manejo, seja com defensivos ou de adubação, era realizado com o olhar homogêneo, tratando 100% da área da mesma maneira. Agora, o processo é diferente”, enfatiza.

Como lembra o produtor, a evolução da tecnologia permitiu o uso de mapas acurados e uma boa gestão da área, sendo possível destinar insumos e fazer o manejo apenas nas áreas que apresentam algum problema ou necessidade. 

“O processo de olhar para cada talhão, de forma independente, gera eficiência em diversos aspectos da produção, como a não utilização de defensivos químicos de forma desnecessária, a redução do uso de maquinário e, consequentemente, o menor uso de combustível, acarretando níveis mais baixos de poluição e a utilização otimizada da água”, explica Kossatz. 

Também destaca os benefícios proporcionados ao agricultor pela agricultura digital. Ao utilizar, por exemplo, as funcionalidades da plataforma Climate FieldView, da Bayer, o produtor pode identificar uma variabilidade no desenvolvimento do talhão. “Assim, posso investigar se há algum problema na área indicada e pensar na melhor forma de resolvê-lo. Se for a incidência de pragas, por exemplo, eu consigo aplicar um inseticida de forma direcionada para aquele talhão, evitando a pulverização onde não for necessário”, relata.

Mas se o problema da fazenda é produtividade, o produtor pode verificar, ao final da safra, o mapa de adubação e compará-lo com o mapa de produtividade. “Desta forma, entendo onde colocar o adubo orgânico ou químico, gerando uma economia de recursos. A minha aplicação nunca é padronizada, ela varia de acordo com as áreas que precisam de maior correção”, diz Kossatz, que acrescenta: “a tecnologia é e continuará a ser a maior parceira do produtor rumo à agricultura do futuro”.

CONFIRA TAMBÉM: ConectarAGRO: a iniciativa que pode oferecer conectividade ao campo

 

Sabe o que é o FieldView™?

O FieldView™ é uma plataforma de agricultura digital que auxilia o produtor a coletar e a visualizar informações sobre seus talhões, para que a tomada de decisão seja precisa, evitando prejuízos. Curtiu o nosso conteúdo? Deixe seu comentário abaixo, pois a sua opinião é muito importante para nós. E você, que utiliza o FieldView™, compartilhe a sua experiência. Para mais dicas, siga as nossas redes sociais (@climatefieldviewbr).

 

 

 

 

 

 

 


 

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