Na agricultura moderna, plataformas somam sinergias para otimizar o monitoramento de pragas

Por Equipe FieldView™

Nov 03, 2020

Se o produtor não estiver atento, as pragas podem devorar a produtividade da lavoura desde as fases iniciais da cultura. Frente a esse desafio, a integração de plataformas de agricultura digital possibilita o monitoramento mais simples e ágil de cada talhão

Lagarta-elasmo é uma das pragas que mais levam dor de cabeça ao produtor na fase inicial da sojaLagarta-elasmo é uma das pragas que mais levam dor de cabeça ao produtor na fase inicial da soja (crédito: Portal Agro Bayer Brasil)

 

Já pensou subir num ringue para enfrentar um adversário minúsculo ou até invisível? Quando se fala da luta contra pragas em soja, o inimigo é ameaçador. Se o agricultor não enfrentar o oponente com destreza do plantio à colheita da cultura, pode levar um grande prejuízo ao fim da safra.

E muitas são as pragas que atacam a lavoura, como lagartas, percevejos e outros insetos, e que têm grande potencial de dano ao estabelecimento e desenvolvimento da planta. A identificação, o monitoramento e o controle, se necessário, destes pequenos inimigos é primordial para assegurar a produtividade da cultura e a rentabilidade da produção. 

E inúmeras pragas já estão prontas para o ataque logo no primeiro round do ciclo da soja, na fase inicial da cultura. Conheça quais são esses inimigos e o prejuízo que levam ao desenvolvimento do stand. Confira também como a agricultura moderna, por meio das plataformas digitais, facilita o monitoramento dessas pragas na lavoura.

 

As pragas são grande ameaça ao stand inicial da soja

Quando se fala sobre pragas em soja, trata-se de um problema presente ao longo de todo o ciclo da cultura. A ação desses inimigos começa com as pragas iniciais, sendo seguidas por insetos desfolhadores e brocas e, finalmente, pelos sugadores. 

De acordo com o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Crébio José Ávila, as pragas iniciais são aquelas que ocorrem nos primeiros estádios de desenvolvimento da cultura, ou seja, até 30 dias depois da semeadura.

“As pragas podem destruir a semente em processo de germinação ou até as plântulas, o que acarretará a redução de stand ou afetará o desenvolvimento da planta que sobrevive ao ataque.”

Ele frisa ainda que, dependendo do grau de redução do stand ou do vigor da planta, isso pode resultar em perda significativa de produtividade. O ataque de pragas tende a ser mais danoso na fase inicial da cultura da soja, pois as plantas jovens são facilmente devoradas e têm menor capacidade de recuperação.

Na lavoura, as principais pragas na fase inicial do cultivo de soja são lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus), coró-da-soja (Phyllophaga cuyabana), piolho-de-cobra (Diplópode), tamanduá-da-soja (Sternechus subsignatus Boheman) e vaquinha-preta-e-amarela (Cerotoma arcuata tingomariana), além de caramujos, lesmas, grilos e gafanhotos. Para o pesquisador da Embrapa, antes mesmo do estabelecimento da lavoura, é necessário verificar a presença de pragas e tomar as medidas necessárias.

CONFIRA ENTREVISTA DO FIELDVIEW TV: Pragas de início de ciclo da soja: o que precisamos saber?

 

Potencial de dano das pragas que atacam a fase inicial da soja

O produtor precisa conhecer as características das pragas presentes na área para que possa adotar ações preventivas e técnicas de manejo com assertividade.

Especificamente na fase inicial da lavoura de soja, uma das pragas que mais preocupam o produtor é a lagarta-elasmo, cujos danos ocorrem nos primeiros estádios de desenvolvimento. Segundo o Portal Agro Bayer Brasil, seu ataque induz sintomas de murcha e secamento de folhas, com posterior morte. Dessa forma, acarreta a redução de estande de plantas, afetando a produtividade e, de acordo com a severidade da infestação, obrigando o produtor a ressemear a área.

Já o coró-da-soja destrói as plântulas, que secam ou morrem por falta de raízes. Os sintomas são o amarelecimento das folhas e o desenvolvimento retardado, podendo causar até a morte das plantas, geralmente em reboleiras. Já as plantas que não morrem apresentam baixa produtividade.

Os períodos de estiagem são propícios para o ataque severo do piolho-de-cobra, uma praga que ataca plântulas, hastes e pecíolos das plantas. Os danos são mais severos na fase inicial do desenvolvimento da cultura. Um fator importante é que essa praga alimenta-se muitas vezes à noite, dificultando o controle com inseticidas aplicados em área total.

Já o tamanduá-da-soja ataca duplamente a oleaginosa. Em sua fase adulta, para se alimentar, raspa e desfia os tecidos da haste principal e, eventualmente, os ramos laterais e pecíolos das folhas. Já as larvas alimentam-se no interior da haste principal, mais precisamente na medula. Quando o ataque ocorre no início de desenvolvimento das plantas, a gema apical pode ser atingida e o dano é irreversível, causando redução da população de plantas.

Outra praga que atinge a soja em suas fases iniciais é a vaquinha-preta-e-amarela, que são coleópteros que provocam pequenas perfurações nas folhas. Quando o ataque é intenso, ocorre o atraso no desenvolvimento da planta.

Felipe Sulzbach, Gerente de Desenvolvimento de Inseticidas da Bayer, cita ainda o percevejo barriga-verde (Dichelops melacanthus). “O seu primeiro ataque é no cotilédone da soja. Depois fica ali em baixa população, explodindo no final do ciclo da lavoura.”

É necessário visitar com frequência o campo para tomar as decisões mais assertivas no controle das pragas. Para isso, o agricultor conta com diferentes ferramentas da agricultura digital, que podem ser decisivas no monitoramento da lavoura. Saiba o porquê.

 

Piolho-de-cobra está na lista de pragas que atacam a soja em sua fase inicial

Piolho-de-cobra está na lista de pragas que atacam a soja em sua fase inicial

A importância do monitoramento no estabelecimento do stand

“É no momento de emergência da cultura quando se garante a boa produtividade”, pontua Sulzbach. “No entanto, o resultado da lavoura está ligado ao estabelecimento e à uniformidade da cultura. E se danos ocorrerem nesta fase, é difícil reverter.” Por isso, segundo ele, o monitoramento da lavoura é chave para as estratégias de controle de pragas.

Ele explica que fatores como as condições climáticas já são um alerta para o monitoramento. “A estiagem ou o tempo mais úmido podem favorecer diferentes tipos de pragas.”

Monitorar a área é crucial para municiar o produtor com informações sobre a realidade de cada talhão. “E com informação, é possível ser bem objetivo na tomada de decisão, que deve ser apoiada em fatos, em dados”, afirma Sulzbach. Este, inclusive, é um dos grandes desafios de gestão do agricultor: “transformar os dados colhidos no campo em decisões”.

Depois de avaliar, o produtor pode optar por aplicar defensivos (ou não), ou por fazer a ressemeadura de uma área, por exemplo. “Estas ações demandam elevado custo e, por isso, precisam ser embasadas em dados, o que justifica o investimento em tecnologias, como a agricultura 4.0. Decisões tomadas a partir da agricultura digital são mais fáceis e assertivas.”

As ferramentas digitais potencializaram a capacidade de o agricultor monitorar a sua área. “A tecnologia nos ajuda a olhar para a lavoura no detalhe e possibilita uma resposta muito mais rápida e eficiente, pois facilita o manejo. Aumenta e muito a capacidade de reação frente a um problema”, evidencia Sulzbach.

“A agricultura digital abre inúmeras possibilidades que facilitam a tomada de decisões na lavoura”, destaca.

Ao usar a tecnologia, por exemplo, o produtor pode georreferenciar o seu monitoramento por meio da plataforma Climate FieldView™, utilizando a funcionalidade dos "PINs" para fazer marcações e registrar informações e imagens da infestação na área. 

De acordo com as marcações georreferenciadas, o FieldView™ oferece ainda outra funcionalidade: as prescrições manuais de pulverização, que apoiam o produtor em direcionar, de forma mais assertiva, a aplicação de defensivos. Assim, permite realizar aplicações de defensivos customizadas de acordo com a necessidade de cada parte do talhão.

O monitoramento de pragas em soja também ganha em eficiência com a agricultura digital. Tarefa que se torna mais assertiva e fácil com a integração entre o aplicativo Farmbox e a plataforma Climate FieldView™. Confira detalhes sobre essa dobradinha a seguir.

CONFIRA: Entenda como a agricultura digital pode alavancar um plantio de soja com qualidade

 

Integração de tecnologias digitais potencializa o monitoramento de pragas em soja

No mercado, o agricultor conta com vários aplicativos, propiciando diferentes vantagens no gerenciamento da lavoura. “Todas as plataformas de agricultura digital podem resolver algum problema do agricultor”, pontua André Cantarelli, Mestre em Ciência da Computação e Diretor da empresa Checkplant

Mas as tecnologias devem ir além. Segundo ele, quando se fala em agronegócio, é correto dizer que “ninguém vive numa bolha!”. Por isso, as plataformas de agricultura digital precisam estar aptas à integração de sinergias.

A evolução da gestão da informação na agricultura moderna é contínua. “Qualquer plataforma que entra na fazenda terá que se integrar com o software de gestão já utilizado pelo agricultor. Já não imaginamos um processo de trabalho com vários softwares diferentes”, observa.

Com foco em levar ao produtor rural ferramentas de gestão agronômica e monitoramento de pragas e doenças em todas as etapas de produção no campo, a empresa gaúcha Checkplant desenvolveu, respectivamente, dois aplicativos: o Farmbox e o Farmbox Scout

Para o monitoramento da lavoura, o aplicativo Farmbox Scout é uma grande ferramenta para o produtor. Mais ainda quando sua utilização é integrada à plataforma Climate FieldView™.

Diagnósticos imprecisos da infestação de pragas dificultam a tomada de decisões eficientes na gestão da lavoura. Mas a integração Farmbox Scout e Climate FieldView™ potencializa o resultado do monitoramento, que se torna mais simples e confiável, uma vez que possibilita, ao longo da safra, gerar dados detalhados sobre o comportamento de cada um desses inimigos da lavoura.

Essa ferramenta ajuda o produtor a caminhar na lavoura para monitorar pragas e doenças com maior precisão e confiabilidade. Permite, inclusive, tirar fotos para obter mais detalhes acerca da infestação. Durante esse monitoramento, são gerados mapas de calor da infestação de pragas, doenças e plantas daninhas, que são importados para a plataforma FieldView™

O aplicativo também emite alertas ao produtor dos problemas identificados na área e que exigem ações assertivas de controle no momento adequado. “Assim, o produtor consegue, praticamente em tempo real, comparar o mapa de aplicação de defensivos com o pulverizador, enquanto anda pela lavoura”, afirma Cantarelli.

Com esse app, o produtor pode analisar, com dados precisos, possíveis falhas nas pulverizações. Com a integração entre a plataforma FieldView™ e o Farmbox Scout, também é possível comparar dados de infestações com mapas de análise de solo, produtividade e plantio/colheita.

Farmbox Scout também prioriza as áreas a serem visitadas pelo produtor ao viabilizar a correlação entre as imagens do Diagnóstico FieldView™ (variabilidade de biomassa) e os mapas de calor do monitoramento de pragas, doenças e plantas daninhas.

“Esta integração evita que o produtor tenha perdas de produtividade com a infestação e evita gasto desnecessário com aplicação de defensivos, mobilização de equipamento, uma vez que otimizamos a operação”, finaliza Cantarelli.

Já ao final da colheita, o produtor tem um histórico da safra, do início ao fim. São registrados, por exemplo, os pontos de cada talhão que foram atingidos por pragas e doenças, as áreas que foram pulverizadas, o produto e a vazão utilizados. Também poderá comparar o nível de produtividade obtido nesses pontos. Informações que servem de suporte para a gestão do próximo ciclo.

 

Como o aplicativo Farmbox faz o monitoramento da lavoura?

A tecnologia registra pragas, doenças e daninhas de forma simples e rápida enquanto o profissional da fazenda caminha pelo talhão para fazer o monitoramento. A área percorrida deve estar previamente cadastrada no aplicativo. A cada parada, é possível registrar informações (apontamentos), que são utilizadas, em tempo real, para a geração de relatórios e mapas que vão ajudar a entender os principais problemas do talhão.

Antes de começar, é necessário definir a cultura plantada no local e o seu estágio de desenvolvimento. Depois que começou a percorrer a lavoura, a plataforma precisa de acesso às informações de localização para que possa registrar dados. Se o dispositivo não tiver sinal de GPS, são apenas registrados os apontamentos, mas não a localização de cada parada.

Ao percorrer o talhão, sempre que for necessário fazer algum registro, basta pressionar “Realizar Parada”. Como base para a análise, a plataforma oferece uma lista de pragas, doenças e daninhas incidentes na cultura monitorada. Se o problema identificado for pragas, por exemplo, deve-se marcar se algum inseto ou lagarta está presente e o seu nível de infestação. Assim que as anotações forem finalizadas, basta clicar em “Salvar” e continuar a caminhada até uma próxima parada.

Ao terminar o monitoramento do talhão, basta “Finalizar”, e surgirá na tela o detalhamento de todos os apontamentos realizados naquele talhão.

Posteriormente, sabendo onde estão os maiores focos, é possível planejar e gerenciar as pulverizações com inteligência, aplicando defensivos na hora e em doses exatas. “Isto ocorre porque o produtor tem a gestão de toda a lavoura na palma da mão, e de forma simples e eficaz”, sublinha Cantarelli.

O aplicativo Farmbox Scout registra a presença de pragas no talhão

No monitoramento da lavoura, o aplicativo Farmbox Scout registra a presença de pragas no talhão

Agricultura digital como ferramenta para a gestão da lavoura

Outra ferramenta disponibilizada pela Checkplant ao agronegócio brasileiro é o aplicativo Farmbox. “É uma caixa de soluções completa para a gestão e operação da sua fazenda, ajudando o produtor a controlar todas as suas atividades, do planejamento até a colheita”, explica Cantarelli.

Ele relata que, ao se inserir as informações sobre a lavoura no Farmbox, são gerados painéis de controle para acompanhamento das operações de plantio, pulverização e colheita, dando visibilidade e agilidade na gestão de custos, estoques e operações.

“Dependendo do perfil de cada produtor, identificamos necessidade de eventuais integrações com outras plataformas”, diz Cantarelli.

O aplicativo Farmbox, assim como o Farmbox Scout, pode ser integrado com a plataforma Climate FieldView™. Com essa integração, todos os dados de plantio e colheita gerados pelo FieldView™ Drive podem ser enviados para o app Farmbox de maneira automática.

Essa parceria permite facilidade na configuração da conta do produtor, uma vez que não há a necessidade de desenhar os talhões novamente, considerando que os aplicativos do FieldView™ e Farmbox são pareados.

Outra vantagem é que os dados de semeadura e colheita gerados com o FieldView™ Drive podem ser enviados automaticamente via API, o que permite maior agilidade e acompanhamento dos painéis do Farmbox.

“Quando FieldViewTM trabalha integrado com Farmbox, conseguimos gerar indicadores diferentes e com eficiência”, diz Cantarelli, que acrescenta: “estas ferramentas provam que a agricultura digital traz uma visão do todo da fazenda, oxigenando a rotina dos profissionais que atuam na sua gestão”.

VEJA TAMBÉM: Agricultura de precisão, agricultura 4.0 e agricultura digital: é a mesma coisa?

 

Sabe o que é o FieldView™?

O FieldView™ é uma plataforma de agricultura digital que auxilia o produtor a coletar e visualizar informações sobre seus talhões, para que a tomada de decisão seja precisa, minimizando prejuízos. Curtiu o nosso conteúdo? Deixe seu comentário abaixo, pois a sua opinião é muito importante para nós. E você, que utiliza o FieldView™, compartilhe a sua experiência. Para mais dicas, siga as nossas redes sociais (@climatefieldviewbr).

 

 

 

 

 

 

 


 

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