Controle de pragas no café: monitoramento com tecnologias digitais

Por Equipe FieldView™

Sep 02, 2021

Ao integrar ferramentas digitais, produtores de café de Minas Gerais identificam danos no cafezal, tomam decisões mais assertivas e economizam dinheiro




Lavouras de café podem ser monitoradas com tecnologia digital 



Sensores, drones, satélites, big data. O uso dessas tecnologias, que já é realidade em outros segmentos da agricultura brasileira, também ganha espaço na cafeicultura.

Apesar de ser uma atividade agrícola tradicional no país, o produtor brasileiro de café está atento aos benefícios que a agricultura digital pode trazer para a rentabilidade do negócio.

Neste texto, vamos conhecer o caso de agricultores de Minas Gerais que combinaram diferentes ferramentas digitais para tornar mais eficiente o monitoramento e controle de pragas no cafezal. Confira!

 

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              Produtor preocupado com infestação de pragas no cafezal



Monitoramento digital de pragas permite tomar decisões mais assertivas

Vamos agora à história dos produtores de café de Patos de Minas (MG)! Para melhor embasar suas decisões na gestão da lavoura, eles buscaram o apoio da agricultura digital.

O objetivo era avaliar e dimensionar a presença de pragas e doenças, bem como traçar estratégias assertivas de controle. 

Para gerar os dados que precisava na lavoura, utilizaram duas ferramentas digitais: o aplicativo para agricultura Farmbox Scout e a plataforma digital Climate FieldViewTM, da Bayer.

Embora o Farmbox Scout ainda não seja largamente utilizado em café, e sim em soja e milho, os produtores decidiram testá-lo no monitoramento da área, uma vez que existem pragas que são comuns a essas culturas, como alguns tipos de lagartas e percevejos. 

O aplicativo permitiu aos cafeicultores percorrerem os talhões para monitorar a ocorrência de pragas e doenças com precisão e confiabilidade. Foi possível, ainda, tirar fotos para obter mais detalhes sobre a ocorrência das invasoras. 

 

+ Conheça os parceiros da plataforma Climate FieldViewTM

 

Durante o monitoramento, foram gerados mapas de calor da infestação das diferentes pragas, o que auxiliou a dimensionar a pressão que a população de cada uma delas tinha sobre a lavoura.

Como o aplicativo Farmbox Scout pode ser integrado ao FieldView™, os produtores importaram para esta plataforma digital todos os dados gerados durante o monitoramento, como os mapas de infestação.

Assim, tiveram condições de detectar áreas na lavoura que poderiam estar sendo afetadas por pragas. Isso porque correlacionaram esses mapas de calor com as imagens de satélite geradas pelo Diagnóstico FieldViewTM

 

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        Ao comparar o mapa de calor de Farmbox Scout (imagem à esquerda) com a imagem do Diagnóstico FieldViewTM (a direita), foi possível correlacionar áreas de menor desenvolvimento vegetativo com a ocorrência das pragas

 

É que, ao utilizarem essas duas ferramentas digitais, eles puderam comparar as áreas infestadas por cada praga com o nível de desenvolvimento vegetativo da lavoura, conforme detectado pelas imagens de satélite.

Por isso, constataram a variabilidade no desenvolvimento dos talhões e puderam enviar uma equipe de monitoramento e manejo até os talhões mais problemáticos.

Dessa forma, foi possível para os cafeicultores fazerem avaliações agronômicas mais eficientes e controlarem com maior assertividade as pragas infestantes.

O teste realizado pelos cafeicultores de Patos de Minas mostra que a integração de ferramentas digitais auxilia na redução das perdas de produtividade causadas por pragas, e evita gastos desnecessários com aplicação de defensivos e mobilização de equipamento, uma vez que as operações são otimizadas. 

 

Nova call to action



Ferramentas digitais têm grande potencial de crescimento na cafeicultura

A consolidação da cafeicultura 4.0 possibilita aos produtores de café tomarem decisões a partir dos dados gerados a partir da sinergia entre as tecnologias digitais e as máquinas, que realizam as operações no campo

As ferramentas digitais possibilitam otimizar o cuidado da lavoura, desde o planejamento e plantio da safra, até a colheita e armazenamento do grão. 

Uma máquina georreferenciada conectada a um satélite, por exemplo, permite ao produtor promover uma adubação mais eficiente, evitando plantas subalimentadas ou super alimentadas, o que pode gerar uma economia de 20% a 40% no processo.

 

Com o apoio da agricultura digital, o cafeicultor pode melhorar a produtividade e a rentabilidade da cultura

 

A produção cafeeira do Brasil está sempre aberta a inovações. Aliás, isso tem permitido que se mantenha sempre competitiva no mercado mundial. Não por acaso o país é o maior exportador mundial do grão.

Focado em melhorar a produtividade da cultura e melhorar a gestão do negócio, o setor é um terreno fértil para o avanço da agricultura digital. Principalmente quando o produtor tem interesse em oferecer para o mercado um café certificado. 

É que o consumidor está cada vez mais exigente, querendo saber de todo o processo de produção do café. Por outro lado, o cafeicultor também está mais preocupado com o caminho que seu produto vai percorrer até seu cliente.

Com as tecnologias digitais é possível ter uma melhor gestão em todos os elos da cadeia produtiva de café, proporcionando melhor rentabilidade e qualidade no mercado no setor. Isso mostra que as ferramentas digitais estão a serviço do produtor dentro e fora da porteira da fazenda.

 

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Boa leitura!

 

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